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Com a criação do SUS e, em seu bojo, os efeitos da Reforma Psiquiátrica, culminaram em novas concepções de saúde. A partir dos anos 2000, a ênfase no território, a consolidação da Estratégia Saúde da Família como primeiro contato de usuários com a rede pública de saúde e o direcionamento preconizado nos Pactos pela Saúde desafiam todas as profissões de saúde a se alinharem a políticas públicas de saúde. Nesse cenário:
Abriram-se outros contextos para a atuação da Psicologia, demandando atualização e reconfiguração de suas práticas, que devem ser agora voltadas para a clínica de grupo.
O encontro com uma clientela oriunda de segmentos mais pobres da população, a nova condição de trabalho assalariado estatal e o encontro com outros saberes mais antigos da saúde pública promove novos questionamentos e a busca de uma articulação entre a prática clínica e o novo contexto da saúde pública.
A descentralização da gestão do sistema de saúde e a consequente municipalização da gestão de ações e serviços gera certa autonomia local nos arranjos políticos e propicia a criação de uma diversidade de experiências que fortalecem a clínica curativa.
A territorialização de serviços coloca desafios para as equipes de saúde, que deve ampliar sua capacidade de ação para além de seu núcleo específico, tomando como objeto os múltiplos aspectos representados pelo território de atuação.
O atendimento clínico individualizado oferecido pelos psicólogos do NASF colocou a Psicologia como uma área de conhecimento de relevante importância na Saúde Pública, justificando-se a oficialização de um psicólogo por equipe.