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No texto “Recordar, repetir e elaborar”, Freud (1970) menciona que “o início do tratamento em si ocasiona uma mudança na atitude consciente do paciente para com sua doença. Ele, habitualmente, se contentava em lamentála, desprezá-la como absurda e subestimar sua importância; quanto ao resto, estendeu às manifestações dela a política de avestruz de repressão que adotara em relação às suas origens. Assim, pode acontecer que não saiba corretamente em que condições sua fobia se manifesta, não escute o fraseado preciso de suas ideias obsessivas ou não apreenda o intuito real de seu impulso obsessivo. O tratamento, naturalmente, não é auxiliado por isto”. Com base nesse fragmento de texto, o início do tratamento seria auxiliado na verdade
por meio da revelação das resistências feita pelo analista ao paciente, evidenciando a compulsão que ele possui acerca dos sintomas da têmpera de sua personalidade explicitada numa doença artificial que o habilita a estar doente.
pelo manejo da transferência, instrumento principal para reprimir a compulsão do paciente à repetição, transformando-a em um motivo para recordar os fenômenos de sua moléstia, podendo assim, ser curado pelo trabalho terapêutico.
por meio da instrução ao paciente a nova atitude em relação à doença, evitando intensificar os conflitos e pôr em evidência sintomas até os momentos nebulosos, com vistas a consolar o paciente diante de agravamentos necessários e explicitados pela repetição.
pelo emprego da interpretação para identificar as resistências evidenciadas em inibições, atitudes inúteis, traços patológicos de caráter e sintomas, tornando-as conscientes ao paciente de modo que sua enfermidade se faça desprezível, fornecendo-lhe uma nova tônica psíquica.