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Nos ambulatórios dos hospitais universitários brasileiros são atendidos pacientes com doenças de alta complexidade, de natureza crônica e que, não raramente, demandam tratamentos prolongados. A adesão terapêutica é um fenômeno sujeito a múltiplos fatores que afetam diretamente o paciente. A partir dessa premissa, pode-se afirmar de acordo com Cardoso e Garcia (2012) que:
O papel das instituições nada interfere para que o paciente se sinta amparado e seguro. O importante é ele ser acolhido pela sua família.
O momento do início do tratamento não é muito importante para o processo de adesão, pois o paciente ainda não se encontra em condições de mobilizar o seu campo representacional da condição de ser doente.
O saber médico é fundamental para garantir que o paciente aceite as orientações que lhe são impostas e assuma a própria responsabilidade no estar doente.
Conflitos pessoais, dificuldades financeiras, falta de apoio e vivências de discriminação podem ser momentos de maior vulnerabilidade para o abandono do tratamento.