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Acerca do fim de análise, é correto afirmar que:
No fim da análise a economia psíquica muda, o que altera a estrutura do paciente, fazendo-o mudar para outra estrutura.
Freud considera que os resultados da análise podem variar em função de três fatores, que são: a etiologia traumática, a força relativa das pulsões e as alterações do eu.
O fim da análise se da na mescla dos registros imaginário e simbólico, onde o paciente tem a possibilidade de resignificar a castração passando por uma reatualização do Édipo, o que lhe confere um novo posicionamento na economia psíquica, dinamizando sua estrutura.
O fim da análise acontece com uma nova vivência do narcisismo primário, que leva o paciente a um novo engajamento sintomático, entretanto sendo essa formulação consciente os novos sintomas produzidos a partir daí não causam mais um sofrimento paralisante ao sujeito, por isso ele consegue extrair deles um mais-gozar.
Freud considera, no texto Análise terminável e interminável que a patologia vai determinar o tipo de fim de análise, para ele os neuróticos conseguem finalizar a análise debelando seus sintomas, no caso dos fóbicos o sintoma se converte em uma angústia secundária, os perversos e psicóticos teriam um fim de análise por opção, uma vez que seus sintomas não podem ser removidos e para esses a análise se tornaria interminável, com o perverso criando novas formas de engajamento com a lei e o psicótico evitando os surtos.