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A doença e a hospitalização impõem ao doente vivências de...

A doença e a hospitalização impõem ao doente vivências de quebra de uma linha de continuidade da vida, das funções desempenhadas no dia a dia, de certa previsibilidade sobre o futuro. O impacto da doença imobiliza e congela a existência e, em consequência, a relação do indivíduo doente com o mundo. É um tempo de supressão: difícil ligá-lo à vida passada ou conectá-lo ao futuro.


BOTEGA, N. J. (org.). Prática psiquiátrica no hospital geral: interconsulta e emergência. Porto Alegre: Artmed, 2017. Adaptado.


Nesse sentido, essa quebra na linha de continuidade da vida, causada pelos processos de adoecimento e hospitalização,


A

demanda atendimento especializado do psicólogo, em caráter de intervenção psicoterápica breve, como preparo para a intervenção posterior da equipe multidisciplinar de saúde.


B

faz com que os pacientes reajam, mobilizando estratégias de enfrentamento da doença, independentemente das características de personalidade e sociais, da natureza da doença e do tipo de tratamento.


C

gera quadros de ansiedade e depressão no paciente, tratados com intervenção psiquiátrica, seguida de intervenção psicológica na modalidade entrevista motivacional de natureza comportamental.


D

atenua-se com a presença do acompanhante familiar que fornece suporte emocional ao paciente, mantendo os vínculos sociais fora do hospital e possibilitando a redução de sintomas psicológicos.


E

dificulta a adesão dos pacientes aos tratamentos necessários, desencadeando episódios de agudização das doenças crônicas, que são superados com orientação e aconselhamentos psiquiátricos.