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A habilidade de interagir socialmente parece promover efeitos positivos na qualidade das relações interpessoais, com consequentes benefícios profissionais e pessoais. Por outro lado, estudos mostram que os comportamentos sociais inadequados estão relacionados a uma variedade de problemas clínicos (MCFALL 1982; TROWER; O’MAHONY; DRYDEN, 1982). Essas constatações incentivaram a criação de programas de Treinamento em Habilidades Sociais (TSH), tanto na forma individual quanto em grupo. O conceito de habilidades sociais tem sido considerado, por alguns autores, sinônimo de assertividade (CABALLO, 1991; 1993; 1995). O comportamento assertivo refere-se à habilidade de expressar sentimentos e desejos de forma honesta, direta e apropriada, sem violar os direitos dos outros (LANGE; JAKUBOSKI, 1976; ALBERTI; EMMONS, 1983). Outra habilidade social apontada como importante para as relações interpessoais bemsucedidas se refere à empatia. Com relação ao comportamento empático, três questões estão corretas, exceto.
O comportamento empático inclui um componente cognitivo, caracterizado por uma capacidade de compreender acuradamente a perspectiva e os sentimentos dos outros.
O comportamento empático inclui um componente afetivo, caracterizado por sentimentos de compaixão/preocupação com a outra pessoa.
O comportamento empático inclui um componente comportamental, entendido como manifestações verbal e não-verbal de compreensão dos estados internos da outra pessoa.
O comportamento empático inclui um componente sistêmico, capaz de reduzir conflitos, habilidades de enfrentamento e de diminuir o vínculo.