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Segundo Costa (2012), em Giovanella et al [orgs.] (2017): “O cenário epidemiológico da saúde da população feminina tem se tornado cada mais complexo pelo desvendamento de novos riscos e situações de vulnerabilidade que convivem com o agravamento de outros problemas há muito existentes”.
COSTA, M. C. Política de saúde integral da mulher e direitos sexuais e reprodutivos. In: Lígia Giovanella et al (orgs.). Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2017, p. 979-1009.
Nas ideias da autora, quando se compara o estado de saúde por sexo, os indicadores de mortalidade e de morbidade revelam desigualdades de saúde entre homens e mulheres não apenas biológicas, mas também relacionadas às condições de gênero, ou seja, às características, às situações e às particularidades dos modos de vida e de inserção social que incidem sobre a qualidade de vida, o adoecimento e a morte. Sobre essas desigualdades e seus impactos na saúde da mulher, assinale a alternativa correta.
A violência contra a mulher ocorre quando é praticado qualquer ato de violência com base no gênero e que tenha, obrigatoriamente, como resultado, algum dano ou sofrimento físico para a mulher.
A naturalização das diversas formas de violência contra a mulher leva ao reconhecimento como sendo violência as humilhações, os julgamentos ou as práticas injustas dirigidas a ela.
A morte materna ocorre, principalmente, durante a gravidez, o parto, o aborto e o puerpério imediato e suas causas são desconhecidas.
Em decorrência das piores condições de vida e das dificuldades de acesso à assistência à saúde, são as mulheres negras com baixa escolaridade, solteiras, com idade entre 20 e 39 anos, as que mais morrem, por todas as causas, no Brasil
Apesar das variadas estratégias que vêm sendo adotadas nos últimos anos, o Brasil ainda não logrou as mudanças pretendidas de redução da mortalidade materna e isso se deve, entre outras razões, à diminuição da medicalização.