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Leia o texto a seguir.
Tudo isso é um processo cultural, político, que incide de forma importante sobre todo o sistema das políticas públicas e sociais. Sobretudo, o tema da desospitalização e do desenvolvimento de serviços comunitários, e o tema da integração entre as intervenções sociais e intervenções sanitárias estão se deslocando da psiquiatria para o campo da saúde em geral.
ROTELLI, F. Formação e construção de novas instituições em saúde mental. In AMARANTE, P. et al. Saúde mental, Formação e Crítica. Rio de Janeiro: Laps, 2015, p. 49.
Ao expressar-se com essas palavras, o autor defende um movimento institucional que vai na seguinte direção:
Estímulo à atuação profissional nas instâncias políticas da sociedade, sejam elas político-partidárias, com a candidatura e a eleição de técnicos para vereadores e deputados, ou atuação de militantes nas políticas administrativas com o aparelhamento das secretarias de Estado e Órgãos de Controle Social.
Recomposição das instituições de saúde mental com centralidade na psicoterapia e nas práticas comunitárias de produção de bens e serviços para promover, desta forma, progressiva inclusão social.
Realocamento dos pontos de gestão e assistência da saúde, deslocando-os dos serviços das especialidades para os serviços comunitários.
Criação de uma Agência de Usuários de Serviços Hospitalares que participe ativamente da abertura dessas instituições, permitindo nelas as ações de voluntários e a presença de associações de familiares e serviços de referência e contrarreferência em seus procedimentos.
Permissão para o desenvolvimento mais liberal no que se refere à saúde, dando meios para que o usuário se torne mais autônomo e tenha condições de sustentarse em sua própria comunidade.