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Drª Sara Paim, psicóloga dedicada aos estudos da aprendizagem, nos diz que nas buscas clínicas da história da criança para entendimento de seus sintomas, podemos observar que muitos dos acontecimentos relatados pelos pais e pela própria criança, “...São falsas lembranças, lembranças encobridoras que se baseiam na ordem do desejo, do: eu deveria ter sido, do que falta ao sujeito para chegar a ser. Se um acontecimento é enunciado e não transcorre no real é por que esta no lugar de uma ausência.” Baseado no enunciado assinale a alternativa verdadeira:
Drª. Sara chama atenção para que, na busca da origem dos sintomas apresentados pela criança, a escuta de sua história deve ser observada a partir dos pormenores do discurso, considerando desejos, fantasias, lacunas, no que deixa a desejar, incluindo o que não esta sendo dito, nas ausências podem estar respostas.
Dr.ª Sara diz claramente que a escuta clínica de criança deve ser calcada apenas no que esta sendo claramente dito.
As questões do desejo e das fantasias, as ausências não interferem na formação cognitiva das crianças.
O que é enunciado, mesmo que esteja a nível de fantasia e não tenha ocorrido, faz parte da história da criança e não interfere na busca da origem dos sintomas.
Os relatos dos pais, suas fantasias, lembranças e projeções nos filhos, realizadas ou não, são irrelevantes na formação da criança.