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Uma das questões apontadas por Broide e Broide (2015) como de forte incidência no trabalho da psicanálise em território é o impacto da violência e das organizações criminosas na vida dos adolescentes. Ainda de acordo com os autores, a violência sem limites nos territórios fragmentados das periferias tem como consequência a manutenção do sujeito em alerta máximo. Além dessa consideração, analise as alternativas a seguir e assinale a que corresponde ao pensamento dos autores sobre a atenção à jovens em situação crítica.
Quanto maior a pressão, maiores são o esgotamento psíquico e a dificuldade do pensamento e da construção de um projeto de vida. A corrida de obstáculos que é a vida desses jovens gera muita incerteza quanto ao futuro. É a constante presença do sinistro, o Unheimlich, de Freud.
Os processos de violência geram uma forte tendência de supressão da palavra, que tende a ser mitigada quando se rompe com as redes sociais e familiares, quebrando assim a cadeia simbólica da violência e gerando esperança ao sujeito.
O sobressalto constante em que vivem as mães dos jovens das periferias brasileiras dificulta a vinculação e o suporte esperado dessas figuras.
A função paterna, nesses contextos é utópica, pois a queda do pai, da lei, têm exclusivamente na figura do traficante seu correlato simbólico.
O cuidado aos adolescentes dos territórios periféricos e violentos só consegue ser operacionalizado a partir das rupturas simbólicas que fatos como a detenção ou a hospitalização produzem.