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Os psicanalistas Jorge Broide e Emilia Broide (2015), quando planteiam as relações transferenciais no âmbito das intervenções psicanalíticas com crianças e jovens em contextos críticos, fazem algumas observações importantes para o campo da atenção em saúde mental. Considere as alternativas a seguir e assinale a correta de acordo com os argumentos dos autores.
É no campo transferencial que as configurações da conflitiva edípica adolescente mais se materializam e, a transgressão enquanto tendência pode operar tanto contra quanto à favor do campo de cuidado psi.
É quase impossível escapar da posição de outro no campo transferencial, ou seja, o papel de juiz, policial, médico, sempre estará colado às equipes de saúde mental e à critica dos jovens.
O contato transferencial precisa limpar o terreno simbólico que normalmente associa o técnico de saúde mental às figuras maternas, associadas ao conforto e à acolhida, coisas que muitas vezes não conseguem ser mantidas no trabalho terapêutico.
A adolescência força o terapeuta a ocupar sempre um espaço transferencial do Pai e assim, conter de forma afetiva, simbólica e, por vezes materialmente o espaço caótico e transgressor da conflitiva dos jovens em contextos fragilizados.
É praticamente impossível que o adolescente não estabeleça uma relação transferencial com o técnico (em saúde mental) enquanto representante da lei e da sociedade em geral, com a qual está em conflito e faz parte de sua história. Quando o técnico aceita isso sem perceber, acaba ficando incapacitado para a tarefa de cuidado que se espera dele.