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De acordo com a Cartilha de Avaliação Psicológica (2013), o processo de avaliação psicológica apresenta algumas etapas para alcançar os resultados esperados. Inicialmente, é preciso realizar o levantamento dos objetivos da avaliação e particularidades do indivíduo, o que permite a escolha dos instrumentos/ estratégias mais adequada para a realização da avaliação psicológica. A coleta de informações deve ter mais de uma fonte como entrevistas, observações e testes projetivos e/ou psicométricos, dentre outros. A integração dessas informações deve ser suficientemente ampla para dar conta dos objetivos pretendidos pelo processo de avaliação. Não é recomendada a utilização de uma só técnica ou um só instrumento para a avaliação. Deve ser feita a comunicação cuidadosa dos resultados, com atenção aos procedimentos éticos.
É neste contexto que o processo de psicodiagnóstico interventivo, proposto por Ancona-Lopez (1998), triunfa. Para a autora, o psicodiagnóstico é eficaz, pois:
caracteriza a relação avaliador X avaliado de forma a enquadrar os conteúdos subjetivos do paciente de maneira concreta e objetiva
limita as manifestações subjetivas do paciente, que estão para além do escopo da avaliação psicológica, tornando assim mais fácil o controle dos dados coletados
a partir da integração entre a compreensão e a intervenção é possível estabelecer uma relação favorável para o processo de diagnóstico psicológico
delimita aquilo que é de interesse para o avaliador desde o início do contato, tomando como objeto principal da avaliação a queixa e a sintomatologia expressada