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Ana tinha 8 anos no início do processo terapêutico e estava matriculada no 3º ano do ensino fundamental em uma escola particular da cidade de Castanhal. Os pais buscaram acompanhamento psicológico em decorrência dos medos da filha, os quais consideravam desproporcionais. Descreveram que a criança tinha medos diversos, estre eles, de aranha e de borboleta. Além disso, resistia separar-se dos pais inclusive dentro de casa, solicitando constantemente sua presença. O processo diagnóstico evoluiu, englobando entrevista inicial com os pais e sessões de observação direta da criança. Os pais descreveram Ana como uma menina que sempre foi tímida, com dificuldade de se aproximar de outras crianças, apesar de demonstrar satisfação durante as interações com coetâneos. Antes de buscarem a terapia, os pais tentaram convencê-la de que os medos eram irreais e também a ameaçaram de levá-la ao médico, caso mantivesse queixas excessivas de medo. Contudo, nenhuma dessas tentativas foi bem-sucedida. Diante da queixa de medo, os pais se dirigiam até a criança e ficavam conversando com ela por um grande período. Como parte primordial da intervenção de abordagem analítico-comportamental, a avaliação teve como um dos objetivos a coleta de dados para formulação de análises funcionais. Considerando as características descritas e uma possível análise funcional do caso, marque a afirmativa correta:
Reclamar de medo corresponde a consequências.
Pais ficam longamente explicando porque não precisa ter medo corresponde a classe de resposta.
Pais solicitam comportamento autônomo corresponde à classe de antecedentes.
Necessidade da presença dos pais corresponde a vivência do complexo de Édipo.