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Segundo J. Kovácz (2003), baseada na obra de Philippe Ariès, a evolução da medicina, que tornou o hospital a opção de encaminhamento preferencial do paciente terminal,
concedeu voz ativa ao doente terminal, por colocá-lo em um ambiente neutro e livre das pressões emocionais dos que com ele convivem.
não afetou significativamente os rituais que envolvem a morte, os quais dependem mais dos vínculos familiares do que das circunstâncias e do local do falecimento.
conferiu maior dignidade aos processos de terminalidade e morte do paciente, por libertá-lo da dor e dos padecimentos inevitáveis dessas circunstâncias.
possibilitou que a família participasse mais ativamente da morte do ente querido, que teve seu período de vida estendido, sem arcar com o peso dos cuidados necessários.
reforça a noção de morte interdita, na medida em que a morte passa a ser considerada natural nas instalações hospitalares.