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De acordo com as Referências Técnicas para atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS (Conselho Federal de Psicologia, 2019), em relação ao setting terapêutico para atuação do psicólogo no contexto dos serviços hospitalares do SUS, é INCORRETO afirmar que:
O setting terapêutico criado pela(o) psicóloga(o) na atenção à pacientes hospitalizados e/ou seus familiares têm por princípio garantir um espaço para a escuta do sofrimento psíquico sem desconsiderar as interfaces com os processos biológicos e socioculturais.
O setting terapêutico não é definido como na atuação clínica convencional, visto que se ampliam o saber/fazer psicológico, fugindo-se dos enquadramentos da psicoterapia convencional e aproximando-se da atenção psicológica integrada ao demais fazeres e aos procedimentos que as equipes de saúde prestam aos pacientes no hospital.
A escuta clínica da(o) psicóloga(o) hospitalar é ampliada a três diferentes grupos de atenção: pessoa assistida, família e instituição. Esta tríade configura um diferencial importante do trabalho da Psicologia dentro das instituições de saúde.
O setting terapêutico, na maioria das vezes, acontece na “beira do leito”, precisando ser adaptado a certas interferências como televisão ligada no quarto do paciente ou a circulação de outras pessoas no local.
A dinâmica do contexto hospitalar pede flexibilidade metodológica para os psicólogos e, na medida do possível, o atendimento psicológico precisará ser agendado com o paciente, incluindo dias e horários, para dar continuidade ao trabalho psicológico enquanto durar a internação.