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De acordo com o livro de Maria Lívia Tourinho Moretto, O...

De acordo com o livro de Maria Lívia Tourinho Moretto, O que pode um analista no hospital? (MORETTO, 2020), a alternativa correta, no que se refere ao manejo clínico com o paciente terminal, é aquela segundo a qual


A

o analista nada pode fazer em relação ao paciente terminal, uma vez que a morte, na opinião de Freud, é inanalisável.


B

o analista, ainda que o paciente terminal esteja próximo da morte, deve escutar sua demanda como demanda de análise, e não como demanda de apaziguamento de uma suposta angústia de morte.


C

a demanda do paciente terminal ao analista é a de apaziguar sua angústia de morte, o que pode ser conseguido a partir da relação imaginária entre analista e paciente, uma vez que é a função imaginária a responsável por reforçar a estrutura do Eu.


D

o que um analista pode fazer com um paciente à beira da morte e que sabe disto é se oferecer como escuta, como um Outro que possibilita a fala, dado que as formações simbólicas têm como função dar conta da angústia, ainda que não toda.


E

o paciente terminal demanda um Outro que o escute enquanto morre, sendo função do analista intervir na dimensão real, já que é o real da fala que possibilita o apaziguamento da angústia de morte.