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A atuação do psicólogo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se deve ao suporte psicoterapêutico que o paciente necessita em virtude da possibilidade de apresentar uma série de transtornos/distúrbios psicológicos, relacionados ou não ao processo do adoecimento e da internação na UTI.
Fonte: MOREIRA, M. C. Psicólogo intensivista: reflexões sobre a inserção profissional no âmbito hospitalar, formação e prática profissional. Trends in Psychology, v. 25, p. 1225-1239, 2017.
Em relação a atuação do psicólogo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), é INCORRETO afirmar que:
Junto à equipe multiprofissional, é tarefa do psicólogo atender a solicitações dos profissionais relacionadas a aspectos psicológicos envolvidos na internação do paciente, além de incentivar o contato entre o paciente-equipe e familiares-equipe, buscando promover a recusa e incompreensão do tratamento por parte dos envolvidos no processo de hospitalização.
O psicólogo deve estar preparado para lidar com situações diversas, como as solicitações constantes do paciente e da família, a intensa jornada de trabalho, o contato com a dor e com o processo da morte, estar submetido às pressões quanto à tomada de decisões em momentos críticos, dentre outros fatores.
O cuidar de pacientes críticos pode tanto trazer gratificações psicológicas como também a necessidade de enfrentar inúmeras frustrações. Muitas vezes observa-se nos profissionais que ali atuam o uso excessivo de mecanismos de defesa e podem, também, sofrer ao ter que se ver frente a um desgaste emocional intenso, a responsabilidade, o medo de cometer erros, o cansaço e as difíceis relações estabelecidas nas equipes multiprofissionais.
Para que sua atuação seja realizada satisfatoriamente, o psicólogo deve conhecer os fundamentos da Psicologia do Desenvolvimento, da Psicopatologia, do processo de luto, dos processos psíquicos envolvidos no adoecer, além de intervenções psicoprofiláticas, psicoterapêuticas ou psicopedagógicas.