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Diariamente, as escolas brasileiras encaminham alunos para serviços especializados de s...

Diariamente, as escolas brasileiras encaminham alunos para serviços especializados de saúde, com destaque para o atendimento psicológico. As queixas em relação a tais crianças, embora variadas, possuem um padrão comum: as relativas à aprendizagem e ao comportamento. A crescente patologização da infância em processo escolar tem sido foco de preocupação da Psicologia, em especial com o aumento de diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em crianças escolarizadas.


A partir de uma perspectiva da análise institucional, uma intervenção nos processos de ensino-aprendizagem precisa


A

tomar a criança como objeto prioritário de análise, buscando compreender seus padrões de comportamento em sala de aula e suas resistências à autoridade e aos signos no contexto escolar, a partir da capacitação de professores para tal observação.


B

tomar como objeto da queixa escolar a história que dá sentido a tal queixa, visando movimentar as dinâmicas políticas, econômicas, sociais, institucionais e pedagógicas que a produziram, a partir de intervenções com os diferentes grupos e coletivos.


C

compreender os históricos escolares familiares, intervindo sobre as disfunções simbólicas e psicológicas de seus membros e os possíveis impactos destes sobre o processo de desenvolvimento da criança.


D

promover um acompanhamento individual, de curta duração e de natureza psicoterapêutica, da criança, objeto do problema de aprendizagem, identificando como opera, a partir da linguagem, sua compreensão da dificuldade encontrada.


E

adequar os processos de ensino às dinâmicas tecnológicas e de comunicação em tempo real, promovendo maior interface entre o espaço da sala de aula e outros espaços de aprendizagem virtuais, focando a atenção da criança no conteúdo, a partir de seu pertencimento geracional.