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Leia o texto a seguir.
“O homicídio aparece como a principal causa de óbitos da juventude masculina, sendo 55,6% das mortes de jovens entre 15 e 19 anos. Dentre esses jovens, os negros representam 75,7% das vítimas de homicídios, com uma taxa de 37,8 a cada 100 mil habitantes, enquanto entre os não negros a mesma taxa recai para 13,9. Essa estatística acusa que para cada indivíduo não negro morto em 2018, 2,7 negros foram mortos [...] No mesmo ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apresentou um aumento no número de mortes decorrentes de intervenções policiais com acréscimo de 19,6% em relação a 2017. Dentre as 17 mortes por dia, 75,4% das vítimas eram negros/as, 99,3% homens e 77,9 % tinham entre 15 e 29 anos”
Pressoto, Santos & Giacomazzi (2022). Psicologia Social Júrídica e a (des)criminalização de existências da juventude negra, p. 222. In: Psicologia Social Jurídica, Soares, Moreira, Neves & Barros. Editora Abrapso, Porto Alegre.
A análise e compreensão dos dados de homicídio da população jovem no Brasil deve ter como pressuposto que:
os dados demonstram que a violência direcionada à juventude brasileira possui recortes de gênero, raça e classe social.
os dados são universalizantes e se aplicam a todas as camadas da juventude brasileira, independente do gênero, raça e classe social.
os jovens negros são mortos na mesma proporção que os jovens brancos, demonstrando que o fator raça é insignificante.
os jovens do sexo masculino são mortos na mesma proporção que do sexo feminino, demonstrando que o fator gênero é insignificante.