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Leia o texto a seguir.
A relação entre os denominados saberes psi e o sistema penal é historicamente marcada por uma trágica aliança reforçadora dos danos, das dores e dos enganos provocados pelas nocivas ideias de punição, privação da liberdade, estigmatização e exclusão como suposta forma de controle dos comportamentos negativos ou indesejáveis etiquetados como crimes.
KARAM. Psicologia e o Sistema Prisional, 2011.
Uma perspectiva emancipatória de atuação do(a) psicólogo(a) no sistema prisional deve:
sustentar sua prática na prescrição das tarefas no sentido de garantir a sua própria segurança.
atender à demanda por exames criminológicos no sentido de garantir o devido cumprimento da execução penal.
reproduzir modelos orientados pela noção de normalidade no sentido de garantir o retorno à vida a social e comunitária do apenado.
criar espaços de singularização que possibilitem a resistência e o enfrentamento das dinâmicas segregativas.
restringir a sua atuação ao cumprimento das demandas jurídicas e legais inerentes ao processo penal.