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João, 20 anos, permanecia enclausurado em sua própria casa...

João, 20 anos, permanecia enclausurado em sua própria casa, passando os dias em seu quarto. Ele não transitava pelo território de sua cidade e de sua comunidade; sua casa era seu território existencial.

Foi proposto a João e à sua família um trabalho de acompanhamento terapêutico, pelo qual se desenvolveria uma exploração acompanhada do entorno de sua casa, na procura de outros espaços de pertinência e sociabilidade. Essa sugestão apostava em uma ampliação do território existencial de João, o que implicava em um processo de desterritorialização e envolve, também, um processo de desterritorialização de seu entorno, que está atravessado pelas mesmas forças de exclusão que fizeram com que o jovem tivesse vivido dentro de sua casa grande parte de sua vida.


A partir desse fragmento, assinale a opção que articula a clínica ao território.


A

Essa clínica exige delicadeza e atenção, pois há sempre o risco de que, ao convidar os sujeitos e sua loucura para participar das trocas sociais no território da cidade, estejamos, inadvertidamente, forçando-os a se adaptar ao modo de vida hegemônico.


B

Essa clínica exige delicadeza e atenção, pois busca excluir os loucos e sua loucura das trocas sociais no território da cidade, sem qualquer consideração ou adaptação ao modo de vida hegemônico.


C

Essa clínica exige delicadeza e atenção, pois se sustenta na noção de esquadrinhamento da sociedade, que delimita áreas de abrangência e se orienta pelo frio mapa de uma cidade.


D

Essa clínica exige delicadeza e atenção, porque instala o olho vigilante do poder disciplinar que se ramifica e adere às rotinas cotidianas, transmutando-as ao sabor das conveniências do mercado.


E

Essa clínica exige delicadeza e atenção, pois, ao problematizar o olhar sobre o território, para pensar quais os modos de vida que estão sendo produzidos e que clínica é possível aí realizar, leva os pacientes a adaptarem-se ao modo de vida hegemônico.