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No documento Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), o CFP destaca “[...] Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) que entre 2001 e 2016 ocorreram avanços institucionais na Reforma Psiquiátrica, valorização das políticas sociais e de distribuição de renda. [Que,] apesar dos desmontes que a saúde pública enfrenta, a desinstitucionalização de pessoas que apresentam sofrimento psíquico é uma tarefa que o SUS tem se empenhado, direcionando forças para implementar, por meio da Raps, juntamente com os Programas de Volta para a Casa (PVCs), Serviço Residencial Terapêutico (SRT), concretizando diretrizes voltadas para a superação do modelo de atenção hospitalocêntrico”.
(Fonte: CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (BRASIL). Ed. rev. Brasília: Centro de Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas (os) no CAPS. Atenção Psicossocial; Conselho Federal de Psicologia; Conselhos Regionais de Psicologia; Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas, 2O22.
Escolha a alternativa CORRETA que melhor traduz a orientação do CFP para o trabalho de Psicólogas (os) no CAPS:
A luta pelo processo de desospitalização é de toda a sociedade, mas cabe especialmente aos profissionais de Psicologia um protagonismo diferenciado, pela natureza da profissão e os compromissos historicamente assumidos pela categoria.
A atuação profissional de Psicólogas(os) não precisa garantir a articulação intrassetorial, mas precisa de outras políticas públicas, como a educação e assistência psicológica, baseando-se na intersetorialidade e no fortalecimento das iniciativas de promoção da estabilidade e autonomia dos usuários.
A atuação profissional de Psicólogas(os) deve ser pautada pela compreensão de que sua participação nos processos de integração social dos indivíduos e sua efetiva participação no processo de tratamento é também responsabilidade dos sujeitos envolvidos.
Os CAPS são resultado da luta antimanicomial, travada no mundo europeu e no Brasil desde os anos 50 do século XX. Seu fortalecimento torna-se uma necessidade, mesmo que prevaleçam ainda alguns aspectos daquilo que se conhece como ato médico ou a capacidade dos profissionais de Psiquiatria decidirem sobre a vida dos indivíduos, independentemente de sua vontade.
É preciso ampliar a compreensão acerca do processo de desinstitucionalização, lançando um olhar que ultrapasse a desospitalização, construindo epistemologicamente novos saberes e formas de fazer cuidado rumo à desconstrução da cultura manicomial.


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