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Miguel, um menino de 5 anos, durante suas sessões de ludoterapia, frequentemente recria cenas de ataque em que um boneco maior agride um boneco menor, que tenta se defender, mas sempre acaba derrotado. A repetição insistente dessas cenas é acompanhada por momentos ora de excitação, ora de frustração. A terapeuta observa que Miguel demonstra forte investimento na agressividade, mas também sinais de angústia ao final da brincadeira.
Com base nessa dinâmica e na compreensão psicanalítica kleiniana sobre o funcionamento psíquico infantil, assinale a alternativa que apresenta a intervenção mais adequada da terapeuta.
Incentivar Miguel a modificar sua brincadeira para narrativas mais construtivas, reforçando o papel de figuras protetoras que atendam ao objetivo de promover a internalização de objetos bons.
Explorar a repetição da cena agressiva como um reflexo da posição esquizoparanóide, interpretando a projeção da própria agressividade de Miguel no boneco atacante e auxiliando na integração de partes escindidas do self.
Abster-se de interpretações diretas e permitir que Miguel expresse livremente seus conteúdos inconscientes, sem intervenções que possam gerar resistência ou uso mais intenso de mecanismos de defesa.
Utilizar a brincadeira como um meio para fortalecer o ego da criança, auxiliando Miguel a desenvolver mecanismos de defesa mais adaptativos que promovam a evolução para a posição depressiva.
Interpretar a brincadeira como um deslocamento da ansiedade de castração para o campo simbólico e ajudar Miguel a reorganizar sua dinâmica edípica, promovendo um melhor equilíbrio entre impulsos agressivos e culpa.