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Na década de 1960, Pierre Marty (1918-1993) traz sua contribuição sobre funcionamento psíquico, relação mente-corpo e sua visão da somatização. Em sua teoria, observa-se que:
O pensamento operatório, conceito desenvolvido por Marty e de M’Uzan, caracteriza-se por uma intensa atividade simbólica e onírica, demonstrando uma maior resiliência psíquica diante de traumas emocionais.
A depressão essencial, segundo Marty, distingue-se das depressões neuróticas e psicóticas por seu caráter ruidoso e por apresentar intensa mobilização libidinal, favorecendo a ressignificação dos sintomas somáticos.
Segundo Marty, a somatização ocorre como resultado de uma hiperatividade psíquica, em que o excesso de representações simbólicas leva a uma descarga fisiológica desnecessária, predispondo o indivíduo ao adoecimento físico.
Marty propõe que um psiquismo deficitário na capacidade de representação e elaboração simbólica torna o indivíduo mais vulnerável à somatização, uma vez que a ausência de sentido psíquico impede a metabolização dos impactos emocionais.
A abordagem terapêutica recomendada por Marty para os pacientes com somatizações graves enfatiza a técnica da associação livre e a interpretação dos conteúdos latentes, priorizando sessões frequentes para estimular a reconstrução simbólica ativa do paciente.