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Marque a alternativa correta sobre os impactos da infertilidade:
Estudos indicam que as mulheres inférteis possuem índices mais elevados de estresse e depressão, o que dificulta o tratamento; já a maioria dos homens apresenta sentimentos de angústia, frustração e culpa.
A intensidade de sofrimento, ansiedade, estresse e depressão são mais evidentes no homem do que na mulher.
As preocupações com a infertilidade são mais proeminentes nos homens, pois há necessidade de reafirmar seu desejo masculino e de virilidade.
A infertilidade para o homem é marcada por ansiedade, medo, alívio e pressão pelo estigma social.
O processo saúde-doença é um conceito central da proposta de epidemiologia social. Há um longo tempo e percurso entre a concepção de saúde como “ausência de doença” ou como “estado de bem-estar físico, mental e social” e o atual conceito estabelecido na Lei Orgânica da Saúde (LOS), do Brasil. Na concepção de Amarante (2013) é que a “saúde mental é um campo bastante polissêmico e plural, na medida em que diz respeito ao estado mental dos sujeitos e das coletividades que, do mesmo modo, são condições altamente complexas.”
(Amarante, P. Saúde mental e atenção psicossocial [online]. 4 ed. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2013. Temas em saúde collection. Disponível em: SciELO Books .)
Apenas uma das alternativas a seguir exemplifica com clareza e precisão as afirmações do autor que têm por base o fato de que:
o conceito de saúde como estado de bem-estar físico, mental e social continua tão válido como os atuais, definidos na LOS.
os conceitos mudam com o tempo e isto é um fato corriqueiro na ciência e na sociedade.
cada época tem sua definição própria e conceitos acerca dos fenômenos sociais; e todas elas estavam corretas, cada uma a seu tempo.
os profissionais de saúde e pesquisadores de modo geral, que se debruçam sobre o tema, buscam construir seus conceitos e dar-lhes validade científica.
qualquer espécie de categorização é acompanhada do risco de um reducionismo e de um achatamento das possibilidades da existência humana e social.
Uma mulher de 54 anos de idade buscou ajuda no Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) próximo à sua casa, em virtude de estar se sentindo “muito estranha”. Em seu relato, ao se apresentar com aparência pálida e cansada, disse estar vendo tudo estranho, sem cor e meio escuro ao seu redor, como móveis, coisas, lugares, pessoas, mesmo à luz do dia, além de uma sensação desconfortável de formigamento no corpo. Após uma entrevista inicial, a equipe percebeu que algumas alterações de sensopercepção, a serem melhor pesquisadas para um diagnóstico, estavam ocorrendo com essa mulher.
Nesse contexto, analise as alterações a seguir.
I. Ilusão, a partir da percepção deformada de algo ou algum objeto, talvez em função da fadiga grave ou rebaixamento dos níveis de consciência.
II. Alucinação auditiva, considerando a percepção de se ouvir ruídos ou vozes sem haver um estímulo real.
III. Alucinose, fenômeno pelo qual o sujeito tem a consciência de que o que está sentindo é um fenômeno estranho, que não tem nada a ver com a sua pessoa
IV. Imaginação, a partir da evocação de imagens percebidas em seu passado que retornam à sua consciência.
São consideradas alterações qualitativas de sensopercepção:
II e IV, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II, III e IV.
“A clínica ampliada é uma das diretrizes que a Política Nacional de Humanização propõe para qualificar o modo de se fazer saúde”. Dentre os seus eixos fundamentais, estão a compreensão ampliada do processo saúde-doença. Neste sentido, é correto afirmar:
Na vivência da clínica ampliada, a autonomia do usuário do serviço de saúde, da família e da comunidade não se configura como algo importante no processo inerente à promoção da saúde.
A clínica ampliada compreende o conhecimento médico como algo que precisa ser estabelecido em superioridade a todos os outros saberes.
A clínica ampliada valoriza a abordagem multiprofissional, sem privilegiar excessivamente algum conhecimento específico.
Não se compartilha diagnósticos na clínica ampliada para evitar distorções dos saberes.
Na clínica ampliada, a comunicação entre equipes de saúde é dada de forma vertical, evitando, com isso, a transversalidade de opiniões e de valores.
De acordo com as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Atenção Básica à Saúde, a atuação da/o psicóloga/o na AB:
é bastante diversa em todo o território nacional e deve contribuir para a atenção integral ao paciente.
é ainda muito recente e incipiente no território nacional, embora valorizada.
é voltada ao atendimento psicoterápico, especialmente o atendimento individual.
é voltada à promoção da saúde por meio de campanhas e atividades formativas e/ou informativas.
A menopausa não deve ser vista como uma doença, mas como o que realmente é, mais uma etapa natural do ciclo reprodutivo feminino. Além disso, o desequilíbrio hormonal ocasionado pela menopausa caracteriza-se por uma sintomatologia específica, como ondas de calor, sudorese, insônia, palpitações, tontura, entre outras queixas físicas. Consequentemente, essa condição de desconforto físico pode predispor a reações psicológicas, que se manifestam sob a forma de impaciência, irritabilidade e sentimentos de raiva. A partir dessas considerações, podemos afirmar que o profissional de psicologia deve entender que a psicologia pode e deve estar presente nesse momento da vida da mulher, mostrando que a intervenção psicológica pode ajudar na elaboração de perdas biopsicossociais experimentadas nesse período.
Certo
Errado
A inserção dos psicólogos no campo nacional da saúde foi marcada por aspectos diversos que contribuíram para a abertura ao olhar multidisciplinar, tais como
a saturação do modelo da clínica privada e individual.
a incorporação dos princípios da Reforma Sanitária e do SUS nas instituições de formação a partir da década de 1970.
as transformações no sistema de saúde acompanhadas pela sensibilização profissional para uma prática inserida social e politicamente.
as doenças comportamentais e o papel ativo do indivíduo na saúde, tal como postula o modelo biomédico.
a progressiva complexificação e ampliação da concepção de saúde.
O processo de inserção da Psicologia na Atenção Primária à Saúde ocorreu especificamente a partir de ampliação da luta pelo direito à saúde e tem como matriz jurídico-normativa a portaria de implantação e regulamentação do
Sistema Único de Saúde.
Centro de Referência e Assistência Social.
Programa Saúde da Família.
Núcleo de Apoio à Saúde da Família.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre Psicologia da Saúde, seus fundamentos e sua prática.
( ) Uma definição clássica, elaborada ainda na década de 1980 do século passado, afirmava ser a Psicologia da Saúde o domínio da Psicologia que recorre aos conhecimentos provenientes das diversas áreas da Psicologia, com vistas à promoção e proteção da saúde, à prevenção e ao tratamento das doenças, à identificação da etiologia e diagnósticos relacionados com a saúde, com as doenças e disfunções associadas, como também à análise e melhoria do sistema de cuidados de saúde e ao aperfeiçoamento da política de saúde.
( ) Embora o termo Psicologia Hospitalar, cunhado no contexto estadunidense, seja usado no Brasil para designar o trabalho de psicólogos da saúde em hospitais, trata-se de um equívoco essa utilização, uma vez que é unicamente a Psicologia da Saúde, e não a Psicologia Hospitalar, o campo responsável por agregar conhecimentos da Psicologia para aplicá-los às situações que envolvem os processos doença-internação-tratamento, permeados por uma delicada e complexa relação determinada pela tríade enfermo-família-equipe de saúde.
( ) Uma das características da Psicologia da Saúde é o deslocamento do polo “doença” para o polo “saúde”, passando a considerar este polo como objeto epistemológico diferente das doenças, com definição própria e métodos de intervenção e de avaliação específicos.
( ) A intervenção no sistema de cuidados da saúde, focada no interesse pela saúde pública, sendo geralmente uma atividade multidisciplinar e que envolve estudos epidemiológicos, avaliação e intervenção psicológica na promoção da saúde e na educação para a saúde, visando atendimento social, é a abordagem em Psicologia da Saúde denominada de “Psicologia Clínica da Saúde”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • V
V • V • F • F
V • F • V • F
F • F • V • V
F • F • V • F
A partir do que é proposto no processo saúde-doença, assinale a alternativa CORRETA:
Na 1ª Conferência Internacional sobre Saúde, realizada em 1986, o conceito de saúde passou a estar relacionado à noção de prevenção da doença.
A organização das ações e serviços de saúde e das redes de apoio social precisa ser planejada e gerida de modo que seja amplamente aplicada por vários territórios.
Na perspectiva da promoção de saúde, a concepção de saúde é referida a um recurso aplicado a um objeto da vida, com maior possibilidade de melhorá-la.
O processo saúde-doença é um conceito central da proposta de epidemiologia social, que procura caracterizar a saúde e a doença como componentes integrados de modo dinâmico nas condições concretas de vida das pessoas e dos diversos grupos sociais.
Sobre psicologia da saúde, analise as proposições abaixo e assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso.
( ) A Psicologia da Saúde busca compreender o papel das variáveis psicológicas sobre a manutenção da saúde, o desenvolvimento de doenças e seus comportamentos associados. Além de desenvolver pesquisas sobre cada um desses aspectos, os psicólogos da saúde realizam intervenções com o objetivo de prevenir doenças e auxiliar no manejo ou no enfrentamento das mesmas.
( ) Os psicólogos da saúde se direcionam para a compreensão da forma como os fatores biológicos, comportamentais e sociais influenciam a saúde e a doença. Podem estar centrados na promoção da saúde e prevenção de doença, trabalhando com os fatores psicológicos que fortalecem a saúde e que reduzem o risco de adoecer, podem disponibilizar serviços clínicos a indivíduos saudáveis ou doentes em diferentes contextos e, podem ainda, estar envolvidos em pesquisa e investigação, no ensino e formação.
( ) A prevenção secundária deve estar diretamente relacionada e condicionada à promoção da saúde. Suas ações não devem dirigir-se a um indivíduo, senão aos planos de educação para a saúde, os quais devem ter como suporte conteúdos de outras áreas de aplicação da Psicologia (Psicologia do Trabalho, Psicologia Social, Psicologia Comunitária, Psicologia Educacional).
( ) A prevenção terciária têm como característica central a atuação nos problemas epidemiológicos da população beneficiária e investe na construção de estilos de vida saudáveis e na evitação de comportamentos de riscos. Busca desenvolver práticas de prevenção que se prolonguem ou se utilizem durante toda a vida.
( ) A intervenção primária pode ser explicada como uma intervenção direta sobre uma queixa detectada em um indivíduo ou em um coletivo social. Trata-se da primeira ação de saúde ante a presença de um problema que deverá ser identificado e orientado. Em seguida, se o caso necessitar de uma intervenção psicológica especializada será encaminhado a um dos outros níveis de atenção de saúde, já que neste nível a intervenção nunca deverá ser especializada.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
V / F / F / V / F
V / V / F / F / V
F / V / V / F / V
F / F / V / V / F
Atualmente, a AIDS é considerada um assunto social e cultural. E os profissionais de saúde não escapam desta problemática, uma vez que também estão sujeitos aos preconceitos de suas sociedades e culturas. No entanto, de acordo com profissionais da área, talvez a maior diferença observada na evolução do tratamento psicológico do portador de HIV/AIDS seja justamente a sua não discriminação em relação a qualquer outro paciente. (...) Um conjunto de aspectos são característicos do paciente com HIV/AIDS, mas nem um deles é exclusivo, define o psicólogo, (USAID, Fernando Falabella Tavares de Lima, do Núcleo de Estudos e Temas em Psicologia - Netpsi.)
(https://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3650/-1/tratamento-psicoterapico-de-portadores-de-hivaids.html)
Sobre “Tratamento Psicoterápico de Portadores de HIV/AIDS”, analise os relatos enviados por alguns portadores de HIV/AIDS.
I – “É o paciente que delimita a importância do HIV na sua vida, e o papel do terapeuta / psicólogo é justamente ampliar as suas perspectivas, de modo que ele perceba que há muito mais do que apenas a AIDS para ser vivido”, o paciente explica, acrescentando que “nem por isso, esta é uma característica diferencial do tratamento do paciente com HIV, mas parte da terapia em si, com todas as pessoas, tendo em vista que o atendimento psicológico sempre pretende ampliar as consciências para os múltiplos aspectos de suas vidas”.
II – Na prática, disse um paciente: “o paciente de HIV não traz a questão da morte para a terapia,” porque. “O paciente HIV focaliza sua terapia na forma como vai viver a sua vida, não na doença”, ressalta, lembrando que apenas no primeiro momento da terapia, ou no momento em que o paciente descobre que tem o vírus, que o assunto é tratado, mas é importante que haja o acompanhamento do psicólogo.
III – “A negação e o isolamento, a raiva, a barganha, a depressão e, por fim, a aceitação, são fases comuns a todos os pacientes de doenças terminais, seja do câncer, seja da AIDS ou de qualquer outra, daí a importância da intervenção do psicólogo”.
IV – “A perda de alguém próximo, como um companheiro(a), pode levar a uma identificação com a situação, fazendo com que o paciente pense na sua própria finitude, na sua doença, nas suas negações, temores e angústias, provocando uma intensificação da dor e do sofrimento, por isso é preciso um acompanhamento com um psicólogo”.
Entre os relatos apresentados, marque a série que está coerente com a expectativa deles / pacientes para obterem o atendimento psicológico.
II e III apenas.
I e III apenas.
II; III e IV apenas.
I; II; III e IV.
II e IV apenas.
Dentre os diversos modelos conceituais explicativos do processo saúde doença, cinco são considerados os principais. Um desses modelos baseia-se no modelo de História Natural da Doença (proposto por Leavell e Clark em 1976*). Esse modelo prevê que “os estímulos patológicos do meio ambiente desencadeiam uma resposta do corpo, e esta terá como desenlace a cura ou defeito ou invalidez ou morte.” Selecione a seguir qual destes modelos se enquadra na definição indicada acima (Leavell; Clarck, 1976 apud Almeida Filho; Rouquayrol, 2006). Fonte: ALMEIDA FILHO, N.; ROUQUAYROL, M. Z. Modelos de saúde e doença. In: ALMEIDA FILHO, N.; ROUQUAYROL, M. Z. Introdução à epidemiologia4. ed. rev. e amp. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
Modelo de determinação social da doença.
Modelo biomédico.
Modelo sistêmico.
Modelo mágico-religioso.
Modelo processual.
De acordo com Benevides e Passos (2005), a Política de Humanização só se efetiva “uma vez que consiga sintonizar 'o fazer' com o 'como fazer', o conceito com a prática, o conhecimento com a transformação da realidade”. Para os (as) autores, portanto, a humanização enfrenta desafios conceituais e metodológicos.
Dentre as alternativas a seguir, marque a alternativa CORRETA, que indica como superar os desafios da humanização da prática em saúde.
Por meio de ações de humanização pontuais e dissociáveis das práticas cotidianas, fundamentadas em conhecimentos psicológicos.
Adotando a humanização como uma política normativa, reforçando os modelos instituídos e padronizados de práticas de saúde, por meio de ações pautadas em índices a serem cumpridos e metas a serem alcançadas.
Implementando a humanização como uma política transversal, promovendo mudanças nos processos de trabalho, na comunicação entre os atores envolvidos e na construção coletiva de práticas de saúde.
Enfatizando segmentação das ações de humanização em áreas específicas, como saúde da mulher, saúde da criança e saúde do idoso.
A atenção primária é a porta de entrada do usuário para o sistema público de saúde. É nesse nível de atenção que se conhecem as necessidades da população do território, as condições de vida, moradia, saneamento básico, entre outras. Segundo as Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) na Atenção Básica à Saúde, há algumas sugestões práticas que podem ser experimentadas no cotidiano do trabalho de psicólogas (os) no NASF e na UBS. Nesse contexto, a prática psicológica deve:
basear na construção de ações em que a atuação clínica tenha o papel central, considerando o indivíduo em sua singularidade.
conduzir atendimentos compartilhados e fazer intervenções no campo, cooperando com outros profissionais na construção de um olhar psicológico na abordagem dos casos.
priorizar as práticas e intervenções psicoterapêuticas para superar as vulnerabilidades da população atendida.
manter agenda aberta para marcação de consultas, com atendimentos regulares e periódicos para os casos em que esse cuidado seja necessário.
Conforme Ferreira Neto (2010), as práticas assistenciais em saúde mental contribuíram, em muito, para a construção de novas referências clínicas diferentes do modelo clássico.
A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
Em vários contextos, a saúde mental rompeu o modelo de uma clínica alicerçada no atendimento individual, para incluir em seu campo o trabalho em equipe, as interfaces interinstitucionais e a aliança com recursos da comunidade, que tem trazido contribuições inclusive para a formação universitária em Psicologia.
Tal fato ocasionou a tendência de requalificar a expressão clínica, sendo que a que mais se estabeleceu foi a de clínica ampliada, que inclusive passou a ser utilizada, a partir de uma redefinição, no campo da saúde coletiva (Campos, 2003).
A estratégia de buscar a integração entre a atuação específica das equipes de saúde mental e as ações das equipes de saúde da família impede uma integração ampliada das ações de saúde mental e de saúde geral.
A presença nas políticas públicas permitiu aos psicólogos o desenvolvimento de novas competências e habilidades clínicas no tratamento de pacientes graves, prática a que, em geral, não tiveram acesso em sua formação nas clínicas-escola universitárias.
Na área de saúde, quando atua em psicologia hospitalar, o psicólogo que busca uma atuação integrativa e sistêmica, deve focar sua atenção:
Nos pacientes.
Nos acompanhantes dos pacientes.
Nos funcionários do hosp ital.
Todas as opções estão corretas.
A gestão do trabalho em saúde coloca em análise potencialidades e desafios de diferentes arranjos de equipes de saúde. As discussões teóricas sobre processos de trabalho em equipe tem avançado no sentido de problematizar as equipes multiprofissionais e interprofissionais. Sobre equipes interprofissionais e multiprofissionais em saúde.
Analise as alternativas abaixo indicando a CORRETA:
A interprofissionalidade é uma modalidade de trabalho em equipe onde estão muito bem delimitadas e divididas as funções de cada um dos profissionais, que tem sua atuação balizada por seu núcleo de saber profissional específico.
Para o trabalho compartilhado em saúde, as equipes interprofissionais são mais potentes que as equipes multiprofissionais na medida em que a interprofissionalidade implica a articulação dos saberes dos diferentes profissionais para a gestão do processo de trabalho e articulação do cuidado.
A formação em saúde, seja em âmbito da graduação ou da pós graduação tem acompanhado à tendência da interprofissionalidade, preparando os/as profissionais para atuarem prioritariamente em equipes multiprofissionais.
Multiprofissionalidade e interprofissionalidade são conceitos similares, sendo ambos modos de organização do processo de trabalho em equipe que buscam superar o tradicional modelo uniprofissional não apenas no mundo do trabalho, mas também no âmbito da formação em saúde.
Sabe-se que existem problemas enfrentados pelos pacientes complexos e multifacetados, envolvendo não apenas aspectos físicos, mas também emocionais, sociais e psicológicos. Dessa maneira, ao sugerir práticas para contribuir com a superação das dicotomias na atuação do psicólogo na Atenção Básica à Saúde, conforme as Referências Técnicas do Conselho Federal de Psicologia (2019), recorre-se
à realização de atendimentos individuais, evitando o trabalho em grupo, devido ao sigilo e preservação da identidade das pessoas.
ao desenvolvimento de estratégias de integração com outros profissionais de saúde, promovendo o trabalho interdisciplinar.
à promoção de estratégias clínicas, compreendendo que os aspectos sociais e comunitários não são prioritários.
à limitação do foco de atuação somente à psicoterapia individual, sem considerar outras demandas de saúde mental.
No que diz respeito à questão estrutural do normal e patológico, assinale a alternativa CORRETA:
Winnicott utiliza termos próprios à psicopatologia, como fase esquizo-paranóide e posição depressiva, para designar estados normais da criança, durante seu desenvolvimento.
Para Freud, o sujeito normal e o neurótico atravessam os mesmos estágios maturativos durante a infância.
Bergeret aponta que qualquer que seja a estrutura psicótica, é mais verdadeira do que organizações anaclíticas e mais rica em potencial de criatividade.
A qualquer momento, um sujeito pode, independente de sua estrutura, entrar na patologia mental; por outro lado, o inverso não pode acontecer, ou seja, o ser patológico retornar à normalidade.