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São considerações de Batista (2003), em O Medo na Cidade do de Janeiro: Dois Tempos de uma História, EXCETO:
Dentre as inseguranças e incertezas do capitalismo tardio, o medo tem sido o condutor das subjetividades e um poderoso aliado dos dispositivos de controle social.
No Brasil, a difusão do medo do caos e da desordem tem servido, historicamente, para detonar estratégias de neutralização e disciplinamento do povo brasileiro.
O escravo era coisa perante a totalidade do ordenamento jurídico (seu sequestro correspondia a um furto), bem como perante o direito penal.
O escravo, nesta conjuntura, se transforma em obstáculo à higiene e à “criação de uma família brasileira sadia”, seja pelas “patologias introduzidas”, pela amamentação, pela degradação dos costumes, pela prostituição ou pela moral.