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Carla, uma travesti, no consultório, diz ao Psicólogo: “Me ajude! Sofro muito por ser travesti, pois sou vítima de muito preconceito. Não quero ser plenamente feliz, mas gostaria, pelo menos, de me curar dessa dor. Gostaria, como todo mundo, de ser menos infeliz”. O psicólogo responde: “Pois não, venha falar do seu sofrimento, do que o causa, talvez, assim, seja possível a sua cura conforme o seu sofrimento. É possível viver melhor, mesmo com tantas adversidades”. Em relação ao diálogo, considerando o Código de Ética do Psicólogo, é CORRETO afirmar que a atitude do Psicólogo foi
antiética, pois promete a cura daquilo que não é doença: o travestismo de Carla.
antiética, pois não promete a cura de Carla, mas abre a perspectiva de que alivie seu sofrimento.
ética, pois se insurgiu contra o preconceito, a violência e a discriminação social vivida por Carla.
ética, pois assume a perspectiva de realizar um trabalho que promova a saúde de Carla.
nem ética nem antiética, pois não cabe formalizar um juízo de valor, uma vez que uma decisão clínica é de cunho profissional e pessoal.