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Segundo Dimenstein (1998, p. 56), “... nosso interesse é...

Segundo Dimenstein (1998, p. 56), “... nosso interesse é apontar em que circunstâncias se deu a inserção do psicólogo no setor, mais especificamente na saúde mental, procurando deixar claro que essa entrada não aconteceu num vazio social, mas num contexto histórico-político-econômico determinado, que propiciou uma supervalorização cultural da profissão, ao mesmo tempo em que se foi construindo e consolidando a ideia de que a atividade do psicólogo era essencial para a sociedade. Nesse contexto, alguns fatores foram decisivos para incrementar a entrada do psicólogo no âmbito das instituições públicas de saúde.”

Dimenstein, M. D. B. (1998). O psicólogo nas Unidades Básicas de Saúde: desafios para a formação e atuação profissionais. Estudos de Psicologia, 3(1), 53-81.

Em relação à inserção dos profissionais da psicologia nas políticas de saúde, assinale a alternativa correta.


A

Cortes progressivos nos programas sociais e de saúde afetaram diretamente as condições de saúde da grande massa da população na década de 1970, mas, em termos do adoecimento psíquico, não foram constatadas grandes mudanças, o que implicou o debate sobre a inserção da psicologia nas políticas de saúde tardiamente, apenas na década de 1990.


B

Até a década de 1970, questões de ordem política e econômica influenciaram parcialmente o modelo hospitalocêntrico de atendimento em saúde mental, cujos profissionais da psicologia também atuavam.


C

As críticas dos profissionais da psicologia em relação ao modelo de asilo e à instituição psiquiátrica foram inspiradas em outros movimentos reformistas ocorridos nos EUA e na Europa desde a década de 40, como a Psicoterapia Institucional e as Comunidades Terapêuticas.


D

Apesar do modelo hospitalocêntrico, contata-se que, no Brasil, o trabalho interdisciplinar ocorre desde a década de 1940, sendo considerado por muitos historiadores do campo da saúde mental como um dos movimentos precursores no contexto internacional.