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Um procedimento cirúrgico geralmente implica em grande impacto sobre o bem-estar físico, social e emocional do paciente, gerando aumento dos níveis de ansiedade e stress pelo distanciamento, mesmo que temporário, da rede de apoio social e familiar. Sobre o acompanhamento psicológico ao paciente cirúrgico, assinale a alternativa correta.
Fatores geradores de ansiedade podem interferir de modo adverso sobre a aquisição de estratégias de enfrentamento do procedimento cirúrgico e sobre o processo de recuperação do paciente, porém não são capazes de interferir no organismo a ponto de prejudicar o processo.
O acompanhamento psicológico ao paciente cirúrgico ocorre em dois momentos específicos: o pré-operatório e o transoperatório. Esse último se subdivide em duas fases: imediato e tardio.
Relatos de pacientes expostos a procedimentos cirúrgicos apontam que os principais fatores geradores de ansiedade são: o medo da morte, de sequelas, do procedimento de anestesia e do risco de alta prematura. Por outro lado, a percepção antecipada de dor e desconforto e a espera passiva pelo início do procedimento não são consideradas ansiogênicas.
O que é dito dentro do Centro Cirúrgico, quando o paciente está em coma anestésico, não o afeta no pós-operatório, visto que o indivíduo nessa condição fica totalmente inconsciente e, portanto, é incapaz de receber e interpretar estímulos externos.
Um dos objetivos do psicólogo na atenção ao paciente cirúrgico é atuar no processo de adaptação à nova imagem corporal, ou seja, ao novo esquema corporal que foi modificado pela intervenção cirúrgica.