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Após um homem e um garoto de 11 anos terem sido espancados a pauladas até a morte, sob uma marquise no Setor Rodoviário, a Câmara Municipal de Goiânia realizou, em 10/04/2013, uma audiência pública para debater medidas contra o elevado número de mortes de pessoas em situação de rua que chegou a 27 em oito meses. Para a Polícia Civil de Goiás, as mortes são “casos isolados, brigas entre eles por causa de drogas”. À época, a então ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou que o governo federal trabalhava com a hipótese de um grupo de extermínio está agindo nos homicídios da população em situação de rua.
Tal debate aponta para a necessidade do profissional da psicologia, que faz parte da equipe Consultório na Rua, compreender que:
I. Mesmo vivendo em condições de extrema vulnerabilidade social, as pessoas em situação de rua não estão reduzidas às necessidades biológicas;
II. À população em situação de rua interessa a sobrevivência, não lhe interessa uma vida digna nem reconhecimento social.
III. O sofrimento das pessoas em situação de rua mostra o processo de exclusão, sendo um dos indicadores de sofrimento o descrédito social que lhes afeta o corpo e, muitas vezes, as atormenta igual ou mais que a fome.
IV. Perguntar por sofrimento na análise da violência contra as pessoas em situação de rua, sabendo que a preocupação delas é unicamente com uso de álcool, crack e outras drogas.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
I e II.
II e IV.
I e IV.
II e III.
I e III.