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As características de uma ligação covalente entre dois átomos se devem principalmente às suas propriedades. No caso específico das ligações covalentes, elas variam pouco com a natureza de outros átomos presentes na molécula. Isso permite predizer algumas características de uma ligação com razoável certeza, conhecendo os dois átomos que a formam. Já no caso das ligações iônicas, pode-se afirmar que todas as ligações iônicas têm algum caráter covalente. Sobre a correção dos modelos, é correto afirmar que:
A correção do modelo covalente, denominado polarizabilidade, é assim estabelecido dado o poder de atração dos elétrons exercido por um átomo que participa de uma ligação. Essa molécula conceitua-se como polar, dada a existência de cargas parciais diferentes de zero.
Uma ligação covalente é polar se um átomo tem poder de atração do elétron maior do que o outro átomo. Como resultado dessa atração, geram-se híbridos de ressonância, que consistem na localização de elétrons. O elemento que se apropriou da maior parte do par de elétrons compartilhado é dito como polarizável e lembra um ânion, e o outro, um cátion. Essas ligações têm caráter iônico considerável.
Um complemento útil e um modo diferente de estabelecer uma escala de eletronegatividade foi desenvolvido Robert Mulliken. Em sua abordagem, a eletronegatividade é a média entre a energia de ionização e o raio atômico. Os elementos que têm ambas as características (alta energia e maior raio) perdem elétrons com dificuldade (no sentido de que a perda de elétrons envolve grande quantidade de energia) e tendem a ganhá-los, logo, são classificados como muito eletronegativos.
O caráter covalente em compostos iônicos é explicado com a avaliação de como as cargas positivas do cátion atraem os elétrons do ânion. Nesse sentido, a nuvem eletrônica esférica do ânion distorce-se na direção do cátion. Quanto maior é a distorção na nuvem de elétrons, maior é o caráter covalente da ligação. Os átomos e íons com nuvens de elétrons que sofrem forte distorção são considerados muito polarizáveis, já átomos e íons capazes de provocar grandes distorções na nuvem eletrônica de seus vizinhos têm alto poder de polarização.
Embora a existência da ligação covalente polar seja um quesito a ser avaliado para o caráter iônico da ligação covalente, somente a Teoria dos Orbitais Moleculares é capaz de predizer a polaridade da molécula, dada a distribuição de elétrons no orbitais ligantes e antiligantes.