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Um dos grandes desafios no desenvolvimento de vacinas e fármacos modernos é garantir qu...

Um dos grandes desafios no desenvolvimento de vacinas e fármacos modernos é garantir que as moléculas ativas cheguem às células-alvo sem sofrerem degradação no percurso. Nas vacinas baseadas em RNA mensageiro (mRNA), como as desenvolvidas para a covid-19, essa dificuldade é ainda maior devido à natureza instável do mRNA. Para contornar esse problema, utilizam-se nanopartículas lipídicas funcionalizadas com polietilenoglicol (PEG), os chamados lipídios peguilados (Figura 8). Tais estruturas protegem o mRNA, auxiliam em sua entrada nas células e potencializam a resposta imunológica. Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.


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Figura 8 – Estrutura química de nanopartícula lipídica


A

A funcionalização com polietilenoglicol (–[CH₂CH₂O]ₙ –) promove a hidrofobicidade da superfície das nanopartículas, facilitando sua agregação no meio biológico e aumentando sua captação por macrófagos.


B

A presença de cadeias de PEG na superfície da nanopartícula reduz a energia livre de superfície, promovendo interações hidrofóbicas mais intensas com as membranas celulares e acelerando a liberação do fármaco encapsulado.


C

A matriz lipídica interna das LNPs, por ser altamente polar, permite a encapsulação de moléculas hidrofílicas por meio de ligações de hidrogênio com os fosfolipídios constituintes, o que reduz a estabilidade estrutural da nanopartícula.


D

A funcionalização com PEG confere carga negativa à superfície da nanopartícula, facilitando a interação eletrostática com o RNA mensageiro e promovendo sua liberação passiva no citoplasma por difusão simples.


E

A camada de polietilenoglicol atua como um escudo estérico, dificultando a interação com proteínas plasmáticas e evitando a opsonização, o que aumenta o tempo de circulação da nanopartícula na corrente sanguínea.