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Nas reações de precipitação utilizadas em análises gravimétricas, o rendimento real pode ser severamente comprometido pelo fenômeno da pós-precipitação, que ocorre quando uma impureza precipita lentamente sobre a superfície do precipitado primário após a sua formação. O Técnico em Laboratório deve compreender que esse erro sistemático difere da coprecipitação por ser dependente do tempo de contato entre o sólido e a solução-mãe. Considerando a estequiometria e as interferências na pureza dos precipitados, assinale a alternativa correta.
O cálculo estequiométrico em reações de oxirredução deve considerar exclusivamente o número de átomos de Hidrogênio, sendo tecnicamente irrelevante o balanceamento de cargas eletrônicas para a determinação da massa molar dos reagentes em excesso.
O fenômeno da pós-precipitação resulta em um aumento da massa final obtida, gerando um erro estequiométrico positivo que superestima a concentração do analito original, sendo minimizado pela filtração imediata após a formação do sólido primário.
A utilização de um reagente limitante em excesso de dez vezes a massa estequiométrica garante a eliminação total da pós-precipitação, uma vez que a saturação iônica do meio impede a nucleação secundária de sais de Oxalato de Magnésio.
A pós-precipitação é um processo endotérmico que ocorre apenas em vidrarias de borossilicato de baixa expansão térmica, não exercendo qualquer influência sobre o rendimento teórico de reações que envolvam a formação de Sulfato de Bário.