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Observe a reportagem publicada na Revista Nova Escola, nº 12 de fev/março 2001, com o título “Para acabar com o abandono na EJA”:
“Em Salvador, no bairro Pariri, um subúrbio ferroviário, a direção do CE Sete de Setembro chamou a atenção dos alunos de EJA com projetos de música, cultura e literatura. Um deles é o Tempo de Artes Literárias, que promove uma competição saudável na escola ao estimular a produção de textos (prosa e poesia) por meio de rodas e saraus literários. Em 2009, o vencedor saiu de uma das turmas de EJA. Também foram realizados festivais para incentivar a produção musical e trabalhos de temática afro-brasileira e indígena. “A culinária desses povos, por exemplo, pode ser explorada nas aulas de Matemática, ao falar das quantidades de ingredientes utilizados em cada prato”, explica Diógenes Ribeiro, diretor da escola. Ele credita o sucesso dessas ações ao uso da linguagem oral – em que muitos adultos têm desenvoltura – juntamente com a escrita.”
Esse projeto da escola em Salvador contempla o seguinte aspecto de um conjunto de medidas que ajudam a diminuir as faltas e a evasão de jovens e adultos:
Atendimento às famílias, com a criação de uma infraestrutura para receber os filhos dos alunos.
Reorganização do tempo, elaborando-se um cronograma de aulas ajustado à disponibilidade dos alunos.
Atendimento individualizado, por meio de um plano de estudos personalizado segundo as possibilidades de cada aluno.
Acolhimento e merenda, oferecendo refeição aos alunos e incentivando-os a estudar.
Uso de variadas linguagens que incorporam atividades relacionadas com a arte e com a cultura.