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A Resolução CNE/CEB 04/2010 afirma que a Educação Básica é direito universal e alicerce indispensável para o exercício da cidadania em plenitude, e que a escola de qualidade social adota como centralidade “o educando, pessoa em formação na sua essência humana”, devendo, para isso, atender requisitos, dentre os quais o de levar em consideração a inclusão, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade cultural. Quanto às diferenças de gênero, Daniela Auad (2016) defende que “educar homens e mulheres, para uma sociedade democrática e igualitária, requer reflexão coletiva, dinâmica e permanente” . Com vistas a colaborar com esse processo, ela aborda as relações de gênero na escola e examina as práticas aí vigentes, argumentando que
o fundamental é reconhecer as diferenças naturais entre masculino e feminino ajustando, a elas, a educação.
o essencial da coeducação é garantir idêntica educação para meninos e meninas, nas mesmas turmas ou classes.
escolas mistas ajudam na democratização, mas classes mistas trazem dispersão e prejudicam o aproveitamento das meninas.
as escolas e classes mistas revolucionaram a educação de meninos e meninas, promovendo o avanço da igualdade entre os gêneros.
juntar meninos e meninas, sem maiores reflexões pedagógicas sobre as relações de gênero, pode redundar em aprofundamento das desigualdades.