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As características da mão de obra integram um rol de aspectos considerados na compreensão das possibilidades psicofisiológicas dos trabalhadores, que norteia a intervenção ergonômica no ambiente de trabalho. Assim, é correto afirmar que
o ser humano tolera mal tarefas fragmentadas com tempo exíguo para execução e, pior ainda, quando esse tempo é imposto por uma máquina, pela gerência, pelos clientes ou colegas de trabalho, ou seja, prefere-se impor sua própria cadência ao trabalho que se executa.
a participação dos trabalhadores é desnecessária no processo de elaboração da análise ergonômica do trabalho e na definição e implantação da efetiva adaptação das condições de trabalho, pois abriria espaço para interesses estranhos à reorganização do trabalho.
as dificuldades de perceber e interpretar as variações surgidas no trabalho, cogitando meios individuais para superação, são perdas acarretadas pelo envelhecimento do trabalhador, que obriga a classificação dos trabalhadores em faixas etárias na ergonomia.
o trabalhador prefere que sua postura na tarefa seja predefinida, dependendo das exigências da tarefa e do estado de seu meio interno; pois prefere utilizar apenas determinados segmentos corporais em vez de demandar toda a musculatura corporal.
as capacidades sensitivas e motoras do ser humano, que variam de um indivíduo a outro e ao longo do tempo para um mesmo indivíduo, funcionam dentro de certos limites e impedem que o trabalhador ultrapasse os limites de resistência de seu sistema musculoesquelético, ainda que estimulado por vantagens pessoais.