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A Medicina do Trabalho atua na interface com a Saúde Pública, especialmente no que tange às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). O ambiente de trabalho é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um cenário prioritário para ações de promoção da saúde, visando modificar fatores de risco que afetam a saúde geral do indivíduo, e não apenas a saúde ocupacional. Qual ação do Médico do Trabalho melhor exemplifica essa interface?
Emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para um caso de LER/DORT, focando apenas na reparação previdenciária do dano individual e na estabilidade provisória do empregado, sem estabelecer conexão com a rede pública de saúde.
Implementar e coordenar Programas de Promoção da Saúde no Trabalho (PST) focados no controle de fatores de risco modificáveis (tabagismo, etilismo, sedentarismo, alimentação inadequada), utilizando o local de trabalho para a vigilância e prevenção de DCNT na população adulta.
Realizar a dosimetria de ruído para o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), limitando a ação à esfera trabalhista de enquadramento da insalubridade para o pagamento do adicional, sem considerar a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) como um problema de saúde pública.
Focar exclusivamente na notificação compulsória de acidentes com material biológico, tratando-a apenas como uma obrigação burocrática interna da empresa para fins de registro no eSocial, desvinculando-a da ação da Vigilância Epidemiológica municipal.