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A compreensão do processo saúde-doença em Saúde do Trabalhador exige a superação do modelo unicausal (agente-doença), adotando modelos que expliquem como o trabalho atua na determinação social da doença. Na perspectiva da epidemiologia social latino-americana, o trabalho não é apenas um "fator de risco", mas um processo social que determina diferentes perfis de adoecimento. Qual modelo explica o adoecimento operário a partir da análise das "cargas de trabalho" (físicas, químicas, mentais) e do "desgaste" do trabalhador?
O modelo de Causalidade de Rothman (modelo de causas suficientes/componentes), que é um modelo multicausal complexo para doenças crônicas, mas não utiliza os conceitos de "cargas de trabalho" e "desgaste" como categorias centrais de análise.
O modelo da Determinação Social do Processo de Trabalho (modelo Laurell-Norris), que analisa como a inserção do trabalhador no processo produtivo gera cargas específicas que levam ao desgaste e à doença como um fenômeno coletivo.
O modelo de Demanda-Controle-Apoio Social (modelo de Karasek-Theorell), que se aplica especificamente à análise do estresse e do adoecimento mental, mas não é um modelo geral para todo o processo saúde-doença ocupacional (ex: intoxicações, PAIR).
O modelo da Tríade Epidemiológica (agente, hospedeiro, ambiente), que, embora útil para doenças infecciosas, é insuficiente em saúde do trabalhador por não analisar a organização do trabalho, o ritmo ou a divisão de tarefas como determinantes.


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