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Um trabalhador do setor financeiro, com 38 anos, é encaminhado à sua consulta com o médico do trabalho para avaliação de queixa de dor crônica em ombros e punhos, associada a parestesias, com 6 meses de evolução. O laudo do médico assistente sugere o diagnóstico de LER/DORT. O paciente relata que sua jornada é de 9 horas diárias em home office, com metas de produtividade crescentes, poucas pausas e constante pressão por resultados, que o levam a trabalhar frequentemente além do horário. Ele também menciona sentimentos de exaustão e irritabilidade.
Considerando-se a legislação do INSS para a perícia de LER/DORT, qual é a conduta adequada para esse caso
Conceder atestado de saúde ocupacional para retorno às atividades, uma vez que o home office oferece maior conforto e autonomia, e orientar o paciente sobre a importância de pausas e exercícios de alongamento, tratando o caso como uma questão individual de adaptação.
Emitir atestado médico comum afastando-o do trabalho por 15 dias, focando, exclusivamente, no tratamento dos sintomas musculoesqueléticos, sem estabelecer nexo com o trabalho, pois a exposição a fatores psicossociais não é reconhecida como causa de LER/DORT pelo INSS.
Elaborar um laudo médico ocupacional detalhado que, além do diagnóstico clínico, relacione os sintomas às condições de trabalho descritas (intensificação, metas abusivas, falta de pausas, associação com esgotamento), caracterizando o nexo com o trabalho, e comunicar formalmente a empresa para que adote medidas de readequação da organização do trabalho, conforme previsto na NR 17.
Encaminhar o paciente diretamente ao INSS para solicitar auxílio-doença, sem elaborar laudo próprio, pois a perícia previdenciária é a instância, exclusivamente, responsável por caracterizar o nexo ocupacional e qualquer documento do médico do trabalho seria irrelevante.
Conceder atestado de saúde ocupacional para retorno às atividades e orientar o paciente a comprar mesa e cadeira ergonômicas, tratando o caso como um problema ergonômico.
O médico do trabalho de uma empresa de logística percebeu um aumento substancial de absenteísmo no setor de despacho de mercadorias, por transtornos mentais relacionados ao trabalho, fadiga, alterações no ciclo vigília-sono, esgotamento profissional, episódios depressivos e até mesmo alcoolismo. As queixas dos trabalhadores relacionavam carga de trabalho excessiva, baixo grau de autonomia na execução das tarefas, chefia impaciente, agressiva, vertical e centralizadora, ausência de pausas compensadoras e nenhuma participação nas decisões sobre o processo de trabalho.
Em face do cenário, trata-se de exposição a riscos ocupacionais de natureza
química.
ergonômica.
de acidentes.
de riscos psicossociais.
As Lesões por Esforços Repetitivos (LER/DORT) são distúrbios de natureza ocupacional que resultam do desgaste do sistema musculoesquelético. Considere os seguintes fatores de risco:
I. repetitividade de movimentos;
II. manutenção de postura inadequada;
III. exposição a temperaturas extremas;
IV. força excessiva para execução de tarefas.
É considerado fator contributivo para o surgimento ou agravamento de LER/DORT o que consta em
I, II, III e IV.
I e II, apenas.
III e IV, apenas.
I, II e IV, apenas.
Os riscos ergonômicos envolvem aspectos biomecânicos, cognitivos e organizacionais. O distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) que acomete o tendão supraespinal do ombro, frequentemente associado a movimentos repetitivos de elevação do braço acima de 90 graus, é:
epicondilite lateral.
bursite trocantérica.
síndrome do túnel do carpo.
tenossinovite de De Quervain.
síndrome do impacto do ombro.
São doenças que podem ser consideradas relacionadas ao trabalho, EXCETO:
Pneumoconioses.
Esclerose múltipla.
Asbestose.
Silicose.
Antracose pulmonar.


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Com base na relação entre testes diagnósticos e patologias em membros superiores, assinale a correspondência CORRETA para Síndrome do Túnel do Carpo, Tendinite de De Quervain, Epicondilite lateral, Lesão do Supraespinoso e Síndrome do Desfiladeiro Torácico, respectivamente:
Phalen, Filkenstein, Cozen, Jobe e Adson.
Phalen, Durkan, Cozen, Mill e Adson.
Phalen, Filkenstein, Mill, Jobe e Durkan.
Phalen, Wright, Cozen, Adson e Jobe.
Phalen, Durkan, Cozen, Jobe e Adson.
Associe as colunas relacionando as doenças profissionais que ocorrem respectivamente com maior frequência nas diferentes funções de trabalhadores.
Doenças
(1) Elaioconiose
(2) Febre dos fumos metálicos
(3) Hiperceratose
(4) Câncer de pele
Funções
( ) Pedreiros.
( ) Lavradores.
( ) Torneiros mecânicos.
( ) Operadores de galvanoplastia.
A sequência correta dessa associação é:
(1); (3); (2); (4).
(3); (4); (1); (2).
(4); (3); (2); (1).
(1); (4); (3); (2).
A doença do trabalho que não conste na lista oficial de doenças relacionadas ao trabalho não pode, em nenhuma hipótese, ser reconhecida como acidente de trabalho.
Certo
Errado
A síndrome de Raynaud relatada, associada à exposição à vibração de mãos e braços acima do nível de ação, caracteriza nexo técnico-epidemiológico para doença do trabalho, contudo a emissão da CAT pode ser dispensada na ausência de incapacidade laborativa total, visto que a legislação acidentária brasileira não pressupõe a notificação do agravamento da saúde decorrente da exposição crônica a agentes físicos.
Certo
Errado
Sobre os fatores de risco para desenvolvimento de DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho), assinale a alternativa INCORRETA.
Fatores ergonômicos como a duração da tarefa a ser executada.
Pausas frequentes na rotina da tarefa.
Atividades que exigem grande número de repetições.
Tarefas monótonas.
Falta de controle sobre a forma de desenvolver a tarefa.


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Em um hospital, técnicos de enfermagem relatam cansaço constante, pressão emocional e trabalho físico repetitivo. A interação entre estresse e movimentações repetidas que mais contribui para a ocorrência de DORT está evidenciada em:
A combinação de estresse e repetitividade reduz a capacidade de descanso muscular entre um movimento e outro, favorecendo inflamações e dor.
A repetitividade impede que o estresse afete o corpo, uma vez que o trabalhador tende a automatizar os movimentos, reduzindo os esforços.
A repetitividade e o estresse não têm relação entre si; cada um atua separadamente e não agrava o outro.
O estresse melhora o tempo de recuperação dos músculos, compensando o desgaste das tarefas repetidas.
O estresse, entre outras consequências, gera aumento de apetite, sendo a principal causa de problemas nos ombros e braços.
A compreensão do processo saúde-doença em Saúde do Trabalhador exige a superação do modelo unicausal (agente-doença), adotando modelos que expliquem como o trabalho atua na determinação social da doença. Na perspectiva da epidemiologia social latino-americana, o trabalho não é apenas um "fator de risco", mas um processo social que determina diferentes perfis de adoecimento. Qual modelo explica o adoecimento operário a partir da análise das "cargas de trabalho" (físicas, químicas, mentais) e do "desgaste" do trabalhador?
O modelo de Causalidade de Rothman (modelo de causas suficientes/componentes), que é um modelo multicausal complexo para doenças crônicas, mas não utiliza os conceitos de "cargas de trabalho" e "desgaste" como categorias centrais de análise.
O modelo da Determinação Social do Processo de Trabalho (modelo Laurell-Norris), que analisa como a inserção do trabalhador no processo produtivo gera cargas específicas que levam ao desgaste e à doença como um fenômeno coletivo.
O modelo de Demanda-Controle-Apoio Social (modelo de Karasek-Theorell), que se aplica especificamente à análise do estresse e do adoecimento mental, mas não é um modelo geral para todo o processo saúde-doença ocupacional (ex: intoxicações, PAIR).
O modelo da Tríade Epidemiológica (agente, hospedeiro, ambiente), que, embora útil para doenças infecciosas, é insuficiente em saúde do trabalhador por não analisar a organização do trabalho, o ritmo ou a divisão de tarefas como determinantes.
As ferramentas manuais elétricas, quando em utilização, transmitem vibrações localizadas ao trabalhador, capazes de produzir doença vascular de natureza progressiva. A sensação de formigamento inicial progride para insensibilidade dos dedos. As lesões vasculares descritas na literatura incluem proliferação da camada íntima das artérias, com hipertrofia da camada média e posterior hipertrofia segmentária das principais artérias periféricas dos dedos, degeneração, desmielinização dos nervos periféricos e colagenização da derme.
Essa doença denomina-se
LER/DORT.
fenômeno de Raynaud.
doença dos dedos brancos.
síndrome da arteriopatia periférica.
As LER/DORT relacionam-se, entre outros fatores, à exposição ocupacional a:
pausas regulares e alternância de tarefas.
variação funcional e adequação ergonômica.
exercícios compensatórios e redução de esforço estático.
movimentos repetitivos, sobrecarga e posturas sustentadas.
A Portaria GM/MS nº 1.999/2023 alterou a Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017 para atualizar a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). Sobre o assunto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os agentes e/ou fatores de risco às respectivas doenças relacionadas ao trabalho.
Coluna 1
1. Amônia em atividades de trabalho.
2. Exposição a níveis de pressão sonora elevados no trabalho.
3. Vibração em atividades de trabalho.
Coluna 2
( ) Síndrome de Raynaud.
( ) Rinite crônica.
( ) Efeitos do ruído sobre ouvido interno.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1 – 2 – 3.
1 – 3 – 2.
2 – 3 – 1.
3 – 1 – 2.
3 – 2 – 1.


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Em 2024, o Brasil registrou um total de 724.228 acidentes de trabalho. Desses, 74,3% foram acidentes típicos, 24,6% acidentes de trajeto e apenas 1% refere-se a doenças ocupacionais. Essa baixa porcentagem de doenças ocupacionais se deve principalmente:
A alta eficácia dos programas de prevenção de doenças ocupacionais nas empresas.
A redução da jornada de trabalho no Brasil.
A grande dificuldade em reconhecer as doenças relacionadas ao trabalho.
Que as doenças ocupacionais são estatisticamente irrelevantes para a segurança do trabalho no Brasil.
Que os trabalhadores brasileiros possuem uma resistência natural a doenças relacionadas ao trabalho.
Sobre a Classificação de Schilling, que é utilizada para identificar qualquer tipo de relação entre a doença e o ambiente de trabalho, assinale a alternativa correta.
A Classificação de Schilling é utilizada pelo Ministério da Saúde no Brasil como referência para dimensionar a relação entre a doença e o trabalho.
Na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não são os médicos peritos do INSS que fazem uma avaliação para decidir se o trabalhador terá direito a benefícios acidentários por doença do trabalho.
A classificação é importante no dimensionamento do dano causado. Perante a legislação, não há necessidade de se comprovar o nexo entre a patologia e as atividades ocupacionais.
Essa classificação é dividida em dois tipos.
As doenças do trabalho são aquelas motivadas por movimentos repetitivos ou por exposição a agentes nocivos à saúde.
Ao analisar dados de absenteísmo por doenças osteomusculares em uma unidade, o médico do trabalho calcula a média aritmética do número de afastamentos por trabalhador em determinado período. No contexto da análise estatística, as medidas de tendência central são utilizadas para
sintetizar um conjunto de dados por meio de um valor representativo, indicando o comportamento típico da distribuição, embora sua representatividade possa ser comprometida em distribuições assimétricas ou na presença de valores extremos, situação em que a mediana pode ser mais adequada.
expressar o grau de variabilidade dos dados em torno de um valor médio, permitindo avaliar a heterogeneidade da distribuição, especialmente quando se utiliza o coeficiente de variação para comparar conjuntos com escalas diferentes.
descrever a relação entre duas variáveis quantitativas, indicando a direção e a intensidade da associação entre elas, podendo ser aplicadas tanto em análises paramétricas (Pearson) quanto não paramétricas (Spearman), independentemente da distribuição dos dados.
inferir relações causais entre exposição ocupacional e ocorrência de agravos à saúde, utilizando-se de modelos de regressão linear ou logística que assumem a normalidade dos resíduos para validade dos testes de hipótese.
estimar valores populacionais a partir de dados amostrais, considerando a variabilidade e o erro amostral envolvidos, sendo fundamentais para o cálculo de intervalos de confiança e para a determinação do tamanho amostral em estudos epidemiológicos.
Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Caso clínico: um trabalhador de 29 anos, atuando há três anos como montador em uma montadora automotiva, desempenha atividades com movimentos repetitivos, exigência de força manual e ritmo produtivo elevado. Evoluiu com dor lateral em cotovelo, limitação funcional progressiva e redução de desempenho laboral. A avaliação clínica e a ultrassonografia confirmaram epicondilite com sinais inflamatórios, associada à diminuição da força muscular para 3/5 no membro acometido.
De acordo com os princípios de prevenção, manejo clínico e gestão ocupacional das Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), a conduta mais adequada do médico do trabalho é:
Reconhecer incapacidade definitiva, emitir laudo que subsidie a rescisão contratual e excluir estratégias de reabilitação ocupacional.
Indicar abordagem cirúrgica precoce, afastar o trabalhador por tempo indeterminado e postergar qualquer intervenção no posto de trabalho.
Priorizar tratamento conservador, com manutenção de atividade habitual e prescrição de anti-inflamatórios não esteroidais, acompanhando a evolução clínica.
Priorizar tratamento conservador, com fisioterapia, imobilização temporária e readaptação funcional, integrando medidas ergonômicas ao acompanhamento clínico.
No âmbito da saúde do trabalhador, a distinção entre doença profissional e doença do trabalho fundamenta-se, principalmente,
nos critérios adotados pela Previdência Social para fins de concessão de benefícios e enquadramento administrativo do agravo.
na intensidade das repercussões funcionais do agravo, especialmente quanto à presença de incapacidade laborativa permanente.
na forma de vínculo empregatício estabelecido entre trabalhador e empregador, considerando a natureza do contrato de trabalho.
na forma como a atividade laboral se relaciona com o agravo, podendo ser inerente à profissão ou decorrente das condições em que o trabalho é realizado.
na existência de fatores individuais predisponentes, como idade e condições clínicas prévias do trabalhador.


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