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O conceito de “emprego precário” é central na análise dos determinantes sociais em Saúde do Trabalhador. Mais do que a ausência de registro formal, trata-se de fenômeno multidimensional que altera a percepção de risco e o acesso à proteção social.
No contexto da vigilância em saúde, assinale a alternativa que descreve corretamente as características e os impactos do emprego precário.
Manifesta-se principalmente na autonomia do trabalhador plataformizado (uberização), em que a flexibilidade da jornada e a ausência de subordinação direta reduzem os riscos psicossociais.
Pode ocorrer tanto no setor informal quanto em vínculos formais, especialmente quando há contratos instáveis ou fragilidade na proteção social, não garantindo necessariamente acesso pleno à atenção à saúde.
Representa adaptação tecnológica em que a transferência da gestão do risco ao trabalhador é compensada por ganhos produtivos, sem associação com aumento de agravos à saúde.
Caracteriza-se pela associação entre instabilidade contratual, insuficiência de renda e desproteção social, resultando em maior vulnerabilidade, sendo a insegurança no emprego um fator que dificulta a notificação de acidentes e doenças do trabalho.
Limita-se à remuneração variável e à intensificação de metas, sem impacto relevante sobre a vigilância em saúde, sendo a notificação de agravos condicionada à iniciativa individual do trabalhador.