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As Diretrizes sobre Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, da Organização Internacional do Trabalho – FUNDACENTRO (2005), possui um Glossário de termos. A respeito do assunto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Auditoria: Procedimento sistemático, independente e documentado para obter e avaliar objetivamente as evidências com a finalidade de determinar em que extensão os critérios estabelecidos são cumpridos. Não significa, necessariamente, uma auditoria externa independente (realizada por um ou mais auditores externos à organização).
( ) Monitoramento reativo: Atividades regulares que verificam se as medidas de prevenção e proteção contra fatores de risco (perigos) e riscos, bem como as disposições para a implementação dos sistemas de gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, estão de acordo com os critérios definidos.
( ) Risco: Combinação da probabilidade de que ocorra um evento perigoso com a severidade das lesões ou dos danos causados por esse evento à saúde das pessoas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F.
V – F – V.
F – V – F.
F – F – F.
A Análise de Perigos e Operabilidade (HAZOP) é uma técnica amplamente utilizada na indústria para identificar riscos em processos químicos e operacionais complexos. Durante uma análise HAZOP, uma equipe multidisciplinar avalia um processo utilizando palavras-guia (guide words) para explorar desvios dos parâmetros de projeto.
Com base nesse contexto é correto afirmar que essa metodologia
é aplicada principalmente em auditorias comportamentais, sendo voltada à identificação de falhas humanas no ambiente de trabalho.
utiliza palavras-guia como “mais”, “menos”, “nenhum” e “parte de” para investigar possíveis desvios de variáveis do processo, como pressão, temperatura e vazão.
limita a sua aplicação a plantas industriais em operação contínua, sendo inadequada para processos descontínuos ou por batelada.
visa identificar, quantificar e classificar as diferentes seções do processo de acordo com o potencial de risco de incêndios e explosões, providenciando informações para o projeto e gerenciamento de instalações perigosas.
tem como um dos principais objetivos da HAZOP propor soluções corretivas após a ocorrência de acidentes industriais, com foco na investigação das causas imediatas.
A análise de riscos e operabilidade (HAZOP) é uma técnica que se baseia na revisão dos desenhos de um processo por meio de uma série de reuniões com especialistas multidisciplinares, nas quais a equipe utiliza um protocolo preestabelecido para avaliar os significantes desvios da intenção normal do projeto.
Certo
Errado
A análise preliminar de riscos (APR) requer a participação de pessoal experiente no que se refere à tarefa ou à atividade em questão, ou mesmo em atividades e operações similares, para favorecer a identificação de ameaças.
Certo
Errado
Antes de iniciar uma atividade de trabalho que possa envolver riscos, recomenda-se:
Continuar a atividade sem precauções já que acidentes são raros.
Deixar a decisão sobre a segurança a cargo dos próprios trabalhadores, pois todos conhecem os riscos envolvidos.
Não fazer nada, pois os riscos são inevitáveis.
Realizar uma análise de riscos para identificar perigos e estabelecer medidas preventivas.
Ignorar o treinamento de segurança e avançar com a tarefa.
A análise de riscos diz respeito ao entendimento do risco, fornecendo informações para o processo de avaliação de riscos e às decisões sobre se os riscos necessitam ser tratados e sobre as estratégias e métodos de tratamento mais apropriados. Vários métodos para esta análise podem ser aplicados, um deles é o Hazard and Operability Study (HAZOP), técnica
relativamente não estruturada, que põe uma forte ênfase na imaginação das pessoas envolvidas para que possam apresentar suas ideias sobre os perigos do processo.
baseada no uso de palavras-guia, as quais questionam como as condições de operação podem não ser atingidas a cada etapa do processo.
baseada na resposta de questões pré-elaboradas, que incentivam os envolvidos a identificarem os perigos a partir da perspectiva de um roteiro pré-elaborado.
aplicada a partir de uma lista de verificação selecionada de maneira a cobrir adequadamente os perigos do processo.
que tem por princípio monitorar os limites críticos para cada ponto crítico de controle a intervalos definidos.
Uma matriz do PCMSO robusta deve vincular perigos do PGR a exames clínicos/complementares, periodicidades e critérios de aptidão, com gatilhos de vigilância de exposição.
Assinale a alternativa que descreve, de modo tecnicamente adequado, essa estrutura.
Periodicidades fixas por cargo e exames padronizados para toda a empresa, sem estratificação por exposição, mantendo um calendário único e estável para unidades e setores com perfis de risco distintos.
Exames definidos pela disponibilidade do prestador e incluídos “por segurança”, sem correlação com o inventário de riscos, nem análise de plausibilidade biológica, rota de exposição ou histórico ocupacional.
Correlação perigo–via de exposição–exame indicado, periodicidade escalonada pelo nível de exposição e gatilhos sentinela (p. ex., tendência seriada) disparando reavaliação, investigação de ambiente e ajuste de aptidão.
Aptidão clínica emitida isoladamente pelo médico coordenador, sem consulta ao PGR ou registros de exposição, desconsiderando variáveis de processo, mudanças de tarefa e controles técnicos implementados na operação.
Substituição de exames específicos por check-up anual geral, amparado em questionário único para todas as funções, ignorando requisitos legais, diferenças de agentes e necessidade de vigilância direcionada por risco.
A ISO 29001:2020 é uma norma específica para o setor de Petróleo, Gás e Energia, integrando requisitos de qualidade, segurança e proteção ao meio ambiente. A emenda adicional ISO 29001:2020/Amd 1:2024 reforça a importância da Análise de Riscos. No contexto do gerenciamento de riscos, qual é a diferença fundamental entre os conceitos de "PERIGO" (Hazard) e "RISCO" (Risk)?
Perigo é uma fonte, situação ou ato com potencial para causar danos (ex.: um vazamento de gás). Risco é a combinação da probabilidade de ocorrência de um evento perigoso e a severidade da lesão ou dano que pode resultar (ex.: a probabilidade e consequência de uma explosão devido ao vazamento).
Risco é uma condição inerente ao produto ou processo, como a inflamabilidade do gás. Perigo é a exposição não controlada a essa condição.
Os termos "Perigo" e "Risco" são sinônimos na prática de Segurança do Trabalho, podendo ser utilizados de forma intercambiável.
Perigo é o mesmo que acidente, ou seja, um evento indesejado que resulta em dano. Risco é a chance de esse acidente vir a ocorrer no futuro.
Uma das técnicas que podem ser empregadas em segurança do trabalho é conhecida pela sigla HAZOP.
Esta técnica tem o objetivo principal de
analisar um processo e identificar possíveis perigos e problemas.
monitorar o uso de equipamentos de proteção pelos empregados.
verificar o funcionamento dos dispositivos de segurança do ambiente.
treinar os funcionários para seguir os procedimentos de segurança da empresa.
calcular estatísticas de acidentes, para avaliar o desempenho do sistema de segurança.
Na etapa de análise de riscos de uma gestão de riscos,
monitoram-se os indicadores de um risco.
elabora-se a matriz de responsabilidades.
definem-se os EPIs necessários à consecução do trabalho.
identificam-se os perigos e estimam-se os riscos.
decide-se a aceitabilidade de um risco.
Que nome se dá à combinação da probabilidade de ocorrência e da gravidade de um determinado evento perigoso?
Dano.
Acidente.
Risco.
Insegurança.
Incidente.
Relacione CORRETAMENTE as técnicas de análise de risco com suas características, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.
COLUNA I
1. AMFE.
2. HAZOP.
3. AAF.
COLUNA II
(__) Identifica riscos e desvios de parâmetros de processos.
(__) É dedutiva e utiliza um evento topo e constrói níveis subsequentes identificando falhas.
(__) Identifica os modos de falhas dos componentes de um sistema e seus efeitos.
A sequência CORRETA da correlação entre as colunas é:
2, 3, 1.
1, 3, 2.
3, 2, 1.
2, 1, 3.
A Análise Preliminar de Risco (APR) é uma ferramenta utilizada para identificar riscos em processos e atividades. Uma das etapas fundamentais da APR é:
desenvolvimento de barreiras físicas para substituir o uso de EPIs
avaliação das condições de trabalho após a ocorrência de acidentes
identificação de possíveis perigos e definição de medidas de controle
aplicação de auditorias para verificar o cumprimento de normas regulamentadoras
A análise de riscos é um processo sistemático utilizado para identificar, avaliar e controlar riscos que podem afetar a segurança, a saúde e o meio ambiente no ambiente de trabalho. Essa análise é fundamental para a elaboração de normas e procedimentos de segurança, garantindo que as medidas adotadas sejam eficazes e estejam alinhadas com as melhores práticas e legislações vigentes, como as Normas Regulamentadoras (NRs) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Na análise de riscos, o desenvolvimento e a implementação de estratégias específicas de custo-benefício, e, planos de ação para aumentar os potenciais benefícios e reduzir os potenciais custos é denominado(a)
tratamento dos riscos.
comunicação e consulta.
estabelecimento dos contextos.
identificação dos riscos.
monitoramento e análise crítica.
Entre as fases de avaliação e controle de riscos profissionais, a antecipação é a etapa quantitativa em que se faz uso de técnicas de análise de riscos nos projetos de novas instalações.
Certo
Errado
HAZOP, cujo significado é “Hazard and Operability Study”,
é um exame estruturado e sistemático de um produto, processo, procedimento ou sistema existente ou planejado. É uma técnica para identificar os riscos para pessoas, equipamentos, ambiente e/ou objetivos organizacionais. É uma técnica qualitativa baseada no uso de palavras-guia as quais questionam como a intenção do projeto ou as condições de operação podem não ser atingidas a cada etapa do projeto, processo, procedimento ou sistema.
é uma análise de uma grande perda para evitar a sua recorrência, comumente referida como Análise de Causa-Raiz (RCA), análise de Falhas de Causa-Raiz (RCFA) ou análise da perda. A RCA é focada nas perdas dos ativos devidas a vários tipos de falhas, enquanto a análise da perda está relacionada principalmente às perdas financeiras ou econômicas devido a fatores externos ou catástrofes.
é um exame estruturado e sistemático de um produto, processo, procedimento ou sistema existente ou planejado. É uma técnica para identificar risco somente para pessoas. É qualitativa, baseada no uso de palavras-guia, as quais questionam como a intenção do projeto ou as condições de operação podem não ser atingidas a cada etapa do projeto, processo ou procedimento.
fornece uma estrutura para identificar perigos e pôr em prática controles em todas as partes pertinentes de um processo para proteger dos perigos e manter a confiabilidade da qualidade e segurança de um produto.
é um exame estruturado e sistemático de um produto, processo, procedimento ou sistema existente ou planejado, que analisa como os principais riscos de ruptura poderiam afetar as operações da organização e identifica e quantifica as capacidades que seriam necessárias para gerenciá-los.
Na Usina Hidrelétrica de Itaipu, a ênfase na integração da segurança com o processo produtivo é demonstrada pelo trabalho de análise preliminar de risco (APR), que
é essencialmente um procedimento indutivo em que um grupo examina um processo, gerando, de maneira sistemática, perguntas e suposições caso surjam determinadas falhas.
consiste em um método quantitativo dedutivo que visa determinar a probabilidade de ocorrência de certos eventos finais.
consiste em uma análise inicial qualitativa, desenvolvida na fase de projeto e desenvolvimento de qualquer processo, produto ou sistema.
é representada, ao seu final, por uma estrutura no formato de espinha de peixe que facilita tanto a visualização do problema quanto a interpretação das causas que o originaram.
é uma técnica para avaliar a extensão e a gravidade de um acidente.
O processo de avaliação de riscos bem-sucedido depende de comunicação e consulta eficazes com as partes interessadas.
Certo
Errado
Qual das seguintes etapas é crucial para o processo de identificação e avaliação de riscos no gerenciamento de riscos em engenharia de segurança do trabalho?
Inspeção regular dos equipamentos de proteção individual (EPIs).
Realização de análises de risco sistemáticas e documentação das descobertas.
Treinamento de todos os funcionários sem avaliação de riscos específicos.
Aplicação de medidas corretivas somente após acidentes terem ocorrido
Implementação de controles de segurança sem análise prévia.
Existem diversas técnicas de análise de riscos que buscam antecipar cenários identificando, assim, possíveis riscos ou condições inseguras que aumentam a chance de acidentes, com ou sem lesões, danos ou perdas, ou que poderão resultar nestes. Analise a seguir as definições de algumas das principais técnicas utilizadas na gestão de riscos.
I. Análise de perigos e operabilidade (HAZOP):método excelente para o estudo dos fatores que poderiam causar um evento indesejável (falha, risco principal ou catástrofe). Trata-se de um modelo em que dados probabilísticos podem ser aplicados a sequências lógicas. Pela maneira sistemática que vários fatores podem ser apresentados é largamente utilizada em situações complexas.
II. Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE ou FEMEA): técnica que permite analisar como podem falhar os componentes de um equipamento ou sistema, estimar as taxas de falha, determinar os efeitos que poderão advir e, consequentemente, estabelecer as mudanças que deverão ser efetuadas para aumentar a probabilidade de que o sistema ou equipamento realmente funcione de maneira satisfatória. Os principais objetivos são: revisão sistemática dos modos de falha de um componente, para garantir danos mínimos ao sistema; determinação dos efeitos que tais falhas terão em outros componentes do sistema; especificação dos componentes cujas falhas teriam efeito crítico na operação do sistema (falhas de efeito crítico); cálculo de probabilidade de falhas de montagens, subsistemas e sistemas, a partir das probabilidades individuais de falha de seus componentes; definição de como podem ser reduzidas as probabilidades de falha de componentes, montagens e subsistemas, através do uso de componentes com confiabilidade alta, redundâncias no projeto, ou ambos.
III. Análise Preliminar de Riscos (APR): técnica de identificação dos perigos e eventos indesejáveis mais evidentes de um determinado processo ou instalação. Algumas empresas adotam a designação “análise preliminar de risco”. Consiste no estudo, durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema, com o objetivo de se determinar os riscos que poderão estar presentes em sua fase operacional. Trata-se de um procedimento que possui especial importância nos casos em que o sistema a ser analisado possui pouca similaridade com quaisquer outros existentes, seja pela sua característica de inovação, ou pioneirismo, seja pela pouca experiência em riscos no seu uso.
IV. Análise de Árvores de Falhas (AAF): metodologia qualitativa para a identificação de risco ligado ao processo. Estes riscos podem, de fato, afetar pessoas, equipamentos, ambiente e demais elementos contidos. Ele investiga de maneira aprofundada as partes do processo, detectando as possibilidades de variação do padrão projetado.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
II e III, apenas.
II e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.