A adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar
um máximo de conforto, segurança e desempenho
eficiente, é um dos objetivos da Ergonomia. Para tanto, a
prática ergonômica
A
deve considerar, na concepção da atividade, que o
trabalhador sente-se mais confortável quando opera
em regime de tutela, com tarefa e tempo de execução
bem definidos, em que sua única preocupação é
o atingimento de uma meta de produção.
B
não pode prescindir de acompanhamento médico
específico dos trabalhadores, de maneira que, na organização
do trabalho, estejam disponíveis as informações
necessárias à alocação de recursos humanos
mais adequados às atividades de alta demanda.
C
visando ao controle de incidência e severidade dos
distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho,
utiliza, na concepção dos postos de trabalho,
dados antropométricos equivalentes à mediana da
população usuária.
D
conta com várias possibilidades de controle de engenharia
ou administrativos, como a realocação de
tarefas de trabalho (por exemplo, utilizar rotação de
trabalhadores e dilatação do trabalho), de forma que
o trabalhador não gaste o tempo todo do turno de
trabalho em tarefas de alta demanda.
E
ao se conceber a atividade, busca reduzir os esforços
dinâmicos ao máximo, pois todo esforço de manutenção
postural implica uma contração muscular
dinâmica que pode ser nociva à saúde, de maneira
que as demandas musculares devem ser objeto de
criteriosa avaliação.