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''Com a Lei 13.467/2017, que muda o sistema de relações de trabalho, o negociado vai prevalecer sobre o legislado, mas com o objetivo de reduzir direitos trabalhistas. Várias formas de contratos de trabalho, de jornada e de condições de trabalho serão criadas, permitindo alta flexibilidade e ajuste do custo salarial. A proteção coletiva que o sindicato proporciona aos trabalhadores ficará mais frágil, e eles estarão mais expostos ao poder de coerção do empregador. (...) Agora a lei dá a segurança para as organizações promoverem o uso e o descarte seguro do recurso humano, como já fazem com os demais recursos”
(Reforma Trabalhista: é preciso vencer esse jogo, Revista Carta Capital, publicado em: 10 de outubro de 2017. Acesso em: 01 de novembro de 2017).
A partir da matéria acima e sua relação com a questão social, analise as afirmativas a seguir com base na Teoria Social Crítica e assinale a CORRETA.
Os ataques recentes aos direitos trabalhistas e às transformações no mundo do trabalho compõem o rol de novas questões sociais que estão postas para o serviço social como objeto de intervenção. Essas questões merecem, pois, aprofundamento teórico para seus desvelamentos e, assim, maior qualificação para o atendimento a essas novas demandas.
Essas mudanças no mundo do trabalho não configuram uma expressão da questão social, uma vez que, para tal, é necessário haver um movimento de disputas e, da forma como foi aprovada a reforma trabalhista, identificamos por parte da classe trabalhadora apenas a dimensão do conformismo.
O retrocesso nos direitos trabalhistas representa expressões da nova questão social. Esta, embora inscrita na própria natureza das relações sociais capitalistas, apresenta-se sob outras roupagens e novas condições sócio-históricas na sociedade contemporânea, aprofundando suas contradições.
Para uma análise desse processo, é necessário entender que se estabelece uma estreita relação entre a responsabilidade dos governos no campo econômico e financeiro e a liberdade dada aos movimentos de capital concentrado para atuar, no país, sem regulamentações e controles, transferindo lucros e salários oriundos da produção, para valorizar-se na esfera financeira e especulativa. Esses elementos re-configuram a “questão social” na cena contemporânea.
As mudanças nos direitos trabalhistas vêm na contramão de uma renovação da velha “questão social”, inscrita na própria natureza das relações sociais capitalistas, sob outras roupagens e novas condições sócio-históricas na sociedade contemporânea, amenizando suas contradições. Nesse cenário, a “velha questão social” metamorfoseia-se, assumindo novas roupagens.