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Segundo Passos (2018) sobre Trabalho, Gênero e Saúde Mental...

Segundo Passos (2018) sobre Trabalho, Gênero e Saúde Mental “a valorização do care exercido pelas mulheres no seio familiar fortalece interesses políticos e econômicos do Estado neoliberal, posto que, com o não investimento em dispositivos públicos, há um aprofundamento da convocação das mulheres trabalhadoras, por parte das mulheres burguesas, para executarem o trabalho doméstico e de care em suas residências. Com isso, as mulheres trabalhadoras criam estratégias de compartilhar o cuidado dos filhos e familiares com outras mulheres da família e/ ou vizinhança ou até mesmo desdobram-se entre jornadas de trabalho, reafirmando a negligência do Estado no provimento de serviços públicos”. Sobre este assunto é INCORRETO afirmar que:


A

No caso brasileiro, é perceptível o familismo como modelo vigente nas práticas e nas políticas sociai. Este modelo vem com uma falsa aparência de resolubilidade e viabilização de direitos, encarregando a família de promover a proteção social.


B

O trabalho doméstico não remunerado, voltado para o cuidado especificamente da família, é funcional para a reprodução do capitalismo porque além de não produzir custo, também fortalece uma relação de prestação de “serviço voluntário” ligada ao sexo, sustentada pelo patriarcado.


C

A família não se relaciona com outras instituições o que possibilita a não reprodução dos valores dominantes.


D

A desigualdade das relações de poder e das relações hierárquicas estão vinculadas a subordinação estrutural do trabalho ao capital e estão vinculadas a subordinação estrutural do trabalho ao capital e estão imbrincadas nas relações entre os indivíduos.


E

Com a insuficiência da ação estatal em relação à proteção social por meio de serviços públicos, devido a seu retrocesso, percebe-se um aumento significativo na suposta centralidade das famílias nas práticas sociais de cuidado.