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A participação de assistentes sociais nos poderes legislativos municipal, estadual e federal, embora ainda restrita, tem se configurado como uma possibilidade de avanço nas lutas sociais e de incorporação, no âmbito legal, das demandas das classes subalternas. Tal inserção evidencia que o compromisso ético-político da profissão pode — e deve — se manifestar em todos os espaços nos quais seja possível tensionar, politizar e fortalecer a luta
pela igualdade de gênero.
pelo fim da criminalização dos movimentos sociais.
pelo fim da violência contra crianças.
pela universalização dos direitos.
A família, historicamente, passou por transformações em suas configurações e concepções. Tais mudanças estão diretamente relacionadas ao gênero, às formas de organização do trabalho e às relações estabelecidas entre as famílias e o Estado. Nesse sentido, é correto afirmar que
a divisão sexual do trabalho tem se tornado equilibrada, pois homens e mulheres compartilham de maneira proporcional as atividades domésticas e o cuidado de dependentes.
a redução das jornadas de trabalho e o acesso a serviços sociais têm contribuído para a eliminação das desigualdades de gênero nas tarefas de cuidado e reprodução social.
a ampliação da participação feminina no mercado de trabalho tem reduzido substancialmente a sobrecarga doméstica das mulheres, uma vez que o Estado tem se responsabilizado pelo cuidado.
a consolidação de políticas de igualdade de gênero tem assegurado que o volume de trabalho não remunerado de homens e mulheres seja equivalente na maior parte dos contextos familiares.
as mulheres são ao mesmo tempo trabalhadoras remuneradas e trabalhadoras não remuneradas, enquanto os homens fazem muito pouco trabalho não remunerado.
“Fica instituída a Política Nacional de Cuidados, destinada a garantir o direito ao cuidado, por meio da promoção da corresponsabilização social e entre homens e mulheres pela provisão de cuidados, consideradas as múltiplas desigualdades.) (Fonte: Lei n. 15.069/2024). São princípios da Política Nacional de Cuidados, exceto:
equidade e não discriminação.
parentalidade negativa.
universalismo progressivo e sensível às diferenças.
corresponsabilidade social entre homens e mulheres.
Com base nos eixos estratégicos do Plano Nacional de Enfrentamento ao Abuso Sexual e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que estabelece diretrizes voltadas à prevenção, à proteção e à garantia de direitos, assinale a alternativa INCORRETA.
A produção e a sistematização de informações sobre a violência sexual podem subsidiar o planejamento, o monitoramento e a avaliação das ações de enfrentamento.
As ações de mobilização e articulação podem envolver diferentes instituições e segmentos sociais na promoção dos direitos de crianças e adolescentes.
A análise da situação constitui eixo estratégico que subsidia a formulação, o acompanhamento e a avaliação das ações de enfrentamento da violência sexual.
As estratégias de responsabilização concentram-se na aplicação das medidas legais cabíveis aos autores das violações, constituindo eixo autônomo em relação às ações de proteção e garantia de direitos.
O protagonismo de crianças e adolescentes pode integrar as ações voltadas à promoção, à proteção e à defesa de direitos.
A avaliação é a etapa do ciclo de políticas públicas que permite aferir se uma política alcança seus objetivos e a quem efetivamente chega. Com base nessa informação e considerando a incorporação dos recortes de gênero e raça à avaliação de políticas sociais, assinale a opção correta.
A desagregação de dados por raça e gênero na avaliação é dispensável, pois políticas universais beneficiam automaticamente todos os grupos de forma equânime, bastando aferir a cobertura total do programa avaliado em relação ao conjunto da população elegível ao programa.
O ciclo de políticas públicas encerra-se na implementação, cabendo à avaliação papel meramente protocolar, de prestação de contas formal, sem efeito sobre a reformulação da política ou a correção de seus rumos.
A avaliação de políticas públicas com dados desagregados por raça e gênero permite identificar desigualdades de acesso e de resultado entre os grupos, retroalimentando a formulação e articulando-se com a vigilância socioassistencial no SUAS.
Indicadores raciais aplicam-se apenas a políticas afirmativas específicas, sendo tecnicamente incabíveis em programas de transferência de renda ou em serviços socioassistenciais de caráter universal.
A avaliação de políticas públicas é atribuição privativa de órgãos de controle externo, vedada a participação das equipes que executam os serviços, sob pena de comprometimento da isenção dos resultados aferidos.
No atendimento a uma mulher negra em situação de pobreza e violência doméstica, o assistente social incorpora a análise das relações de gênero e raça para compreender a complexidade da demanda apresentada. Essa postura profissional fundamenta-se na perspectiva da:
Interseccionalidade, que reconhece a racialização e o gênero da desigualdade.
Universalização abstrata das políticas sociais.
Neutralidade técnica da intervenção profissional.
Hierarquização das expressões da Questão Social.
De acordo com as políticas para mulheres, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Autonomia das mulheres.
2. Laicidade do estado.
3. Universalidade das políticas.
4. Justiça social.
5. Participação e controle social.
( ) O debate e a participação das mulheres na formulação, implementação, avaliação e controle social das políticas públicas devem ser garantidos e ratificados pelo Estado brasileiro, como medida de proteção aos direitos humanos das mulheres e meninas.
( ) A redistribuição dos recursos e riquezas produzidas pela sociedade e a busca de superação da desigualdade social, que atinge de maneira significativa as mulheres, devem ser assegurados.
( ) As políticas públicas devem garantir, em sua implementação, o acesso aos direitos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais para todas as mulheres.
( ) O poder de decisão sobre suas vidas e corpos deve ser assegurado às mulheres, assim como as condições de influenciar os acontecimentos em sua comunidade e seu país.
( ) As políticas públicas voltadas para as mulheres devem ser formuladas e implementadas independentemente de princípios religiosos, de forma a assegurar os direitos consagrados na Constituição Federal e nos instrumentos e acordos internacionais assinados pelo Brasil.
1 – 2 – 4 – 3 – 5.
2 – 1 – 3 – 4 – 5.
1 – 2 – 3 – 4 – 5.
5 – 4 – 3 – 1 – 2.
Uma pesquisa do IBGE publicada em 2017 refere que metade das crianças e jovens entre 5 e 17 anos trabalhavam em atividades domésticas. Meninas entre 14 e 17 anos são as que mais realizam tais tarefas. O trabalho doméstico feminino mercantilizado e não pago corresponde ao campo da reprodução da força de trabalho, sendo uma expressão da divisão:
do trabalho
racial do trabalho
sexual do trabalho
igualitária do trabalho
Os indicadores sociais são instrumentos fundamentais para o planejamento e avaliação das políticas públicas, permitindo mensurar a realidade social e as desigualdades. Considerando o Índice de Gini e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), assinale a alternativa CORRETA sobre o que eles mensuram
O Índice de Gini varia de 0 a 100 e mede a felicidade interna bruta da nação, enquanto o IDH é um indicador estritamente econômico focado no Produto Interno Bruto (PIB) per capita.
O Índice de Gini é utilizado para calcular a taxa de mortalidade infantil em regiões vulneráveis, enquanto o IDH serve para medir a inflação acumulada no período anual.
O Índice de Gini mede exclusivamente a taxa de analfabetismo funcional de uma população, enquanto o IDH foca na medição da violência urbana e taxas de homicídio.
O Índice de Gini mede a concentração de renda e o grau de desigualdade, enquanto o IDH avalia o desenvolvimento com base em renda, educação e longevidade.
Segundo o Conselho Federal de Serviço Social, os quatro eixos temáticos da 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, realizada em 2025, foram:
I. O enfrentamento da violência contra LGBTQIA+.
II. O trabalho digno e a geração de renda à população LGBTQIA+.
III. A interseccionalidade e a internacionalização.
IV. A institucionalização da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.
Quais estão corretos?
Apenas I e IV.
Apenas II e III.
Apenas I, II e IV.
I, II, III e IV.
Leia o trecho a seguir.
A análise marxiana da sociedade burguesa reconhece que a igualdade jurídica e os direitos políticos são conquistas históricas, mas que não eliminam as desigualdades e as relações de exploração presentes nas relações materiais.
Assinale a afirmativa compatível com essa análise.
A igualdade jurídica elimina progressivamente as desigualdades produzidas na vida social.
O reconhecimento da cidadania preserva os privilégios jurídicos característicos da ordem estamental.
A ampliação dos direitos políticos conduz, por si mesma, à superação das relações de exploração.
O fortalecimento do Estado realiza a emancipação humana ao regular os conflitos da sociedade civil.
A conquista de direitos pode coexistir com desigualdades materiais e relações de dominação.
No Dicionário Crítico do Serviço Social na Saúde (2024), encontra-se um texto que discorre sobre gênero e saúde. A autora enfatiza os desdobramentos de uma atuação que considere o gênero na análise dos problemas de saúde das mulheres e sugere “uma nova relação profissional de saúde-usuárias na direção da desconstrução das desigualdades de gênero” (p. 254). Afirma ainda que é necessária a mudança da lógica patriarcal na saúde além de uma nova postura de trabalho das equipes de saúde garantindo a
integralidade da atenção.
abordagem paliativa.
manifestação de terceiros.
reprodução assistida.
confraternidade feminina.
Com base nos conceitos contemporâneos de estudos de gênero, relacione as categorias às definições apresentadas:
I. Gênero
II. Identidade de gênero
III. Orientação sexual
( ) Refere-se à construção sociocultural de papéis, expectativas e normas historicamente atribuídas a indivíduos segundo as categorias femininas e masculinas, influenciando relações de poder.
( ) Refere-se à vivência subjetiva e interna de uma pessoa quanto à sua própria experiência de gênero, que pode ou não corresponder ao sexo atribuído ao nascimento, podendo evoluir ao longo do tempo.
( ) Diz respeito à direção da atração afetiva, emocional e/ou sexual por outras pessoas, independentemente da identidade de gênero ou expressão de gênero.
( ) Estrutura hierarquias e desigualdades sociais entre masculinidades e feminilidades, constituindo relações de poder simbólicas e institucionais.
( ) Pode ser fluida e variável ao longo da vida, não devendo ser confundida com normas sociais ou expressão de gênero.
( ) Frequentemente confundida com identidade de gênero, mas refere-se especificamente ao padrão de atração afetiva ou sexual do indivíduo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I – II – III – I – II – III
I – II – III – I – I – III
I – II – III – II – I – III
II – I – III – II – I – III
As questões de gênero e orientação sexual são eixos transversais que influenciam o acesso a direitos e a vulnerabilidade dos usuários na rede socioassistencial. Registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
( )O respeito ao nome social de travestis e transexuais é um direito garantido nos serviços de assistência social, visando o acolhimento humanizado e o combate à transfobia.
( )As ações socioassistenciais devem ser organizadas a partir de critérios padronizados de atendimento, conduzindo o acolhimento conforme normas institucionais desvinculadas das especificidades de gênero e orientação sexual.
( )O racismo estrutural impacta as condições de vida da população negra, exigindo que o orientador social adote práticas antirracistas na mediação das oficinas comunitárias.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
V, F, F.
F, V, V.
V, V, F.
V, F, V.
A educação em direitos humanos compreende a diversidade em sentido amplo, como diferença, variedade e multiplicidade, e orienta-se pela superação das visões de mundo histórica e culturalmente preconceituosas e excludentes, mediante uma cultura assentada em novos parâmetros de entendimento do binômio igualdade/diferença. Acerca da diversidade, dos direitos humanos e do combate ao preconceito, analise as proposições a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
(__)Onde há diversidade humana há multiplicidade de singularidades que merecem consideração, respeito e reconhecimento de sua dignidade humana.
(__)A promoção dos direitos humanos limita-se à igualdade formal perante a lei, sendo dispensável a busca da efetiva igualdade material entre as pessoas.
(__)Programas educacionais que ignoram as questões de gênero contribuem para a superação de estereótipos e a desconstrução de preconceitos.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
F, V, V.
V, V, F.
V, F, V.
V, F, F.
Uma mesma situação social, como o desemprego ou a dificuldade de acesso a serviços, pode produzir efeitos distintos conforme a posição ocupada pelos sujeitos afetados nas relações de classe, gênero e raça.
Para abordar situações como essa, a perspectiva interseccional
soma os efeitos das discriminações para calcular a desvantagem sofrida pelo grupo.
define o eixo predominante para explicar a desigualdade vivida por cada grupo.
ordena os grupos conforme a quantidade de vulnerabilidades presentes em sua experiência.
substitui a análise de classe pelo estudo das identidades presentes em cada experiência.
examina como a articulação entre relações de poder produz experiências sociais específicas.
O Conselho Estadual de Educação da Bahia instituiu a Resolução CEE n.º 45, de 24 de agosto de 2020, que dispõe sobre Educação das Relações de Gêneros e Sexualidades, a serem observadas pelas instituições públicas e privadas integrantes do Sistema Estadual de Ensino da Bahia. Em seu artigo 4º, parágrafo 3º, tal Resolução refere que a Educação das Relações de Gêneros e Sexualidades nos currículos das instituições de ensino será organizada conforme os respectivos níveis, etapas e modalidades, com suas diretrizes específicas, sendo necessária a integração entre as áreas de conhecimento e a articulação entre diferentes áreas de saber, evidenciando seu caráter:
interdisciplinar
multidisciplinar
transdisciplinar
pluridisciplinar
“O assassinato de mulheres em contextos discriminatórios recebeu uma designação própria: feminicídio. Nomear o problema é uma forma de visibilizar um cenário grave e permanente: milhares de mulheres são mortas todos os anos no Brasil. De acordo com o Mapa da Violênica de 2015, em 2013 foram registrados 13 homicídios femininos por dia, quase cinco mil no ano.” (Agência Patrícia Galvão, 2025). Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA:
O feminicídio é a expressão fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres em sociedades marcadas pela desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.
Desigualdades e discriminações podem se manifestar desde o acesso desigual a oportunidades e direitos até violências graves – alimentando a perpetuação de casos como os assassinatos de mulheres por parceiros ou ex que, motivados por um sentimento de posse, não aceitam o término do relacionamento ou a autonomia da mulher; aqueles associados a crimes sexuais em que a mulher é tratada como objeto; crimes que revelam o ódio ao feminino, entre outros.
No Brasil, a criação da Lei do Feminicídio (Lei nº 13.104/2015) tem como perspectiva tirar da invisibilidade e coibir a impunidade de autores de violência. Também para ressaltar a responsabilidade do Estado nesse cenário que, por ação ou omissão, é conivente com a persistência da violência contra as mulheres, inclusive quando ela se perpetua até o extremo da letalidade.
Feminicídio é “o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino”, isto é, quando o crime envolve: “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”. A pena prevista para o homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos.
No Brasil, os casos de assassinatos de mulheres por parceiro ou ex é um ato isolado, um momento de descontrole ou intensa emoção em que o comportamento de quem foi vítima é apontado para dizer que ela foi responsável pela agressão sofrida. Há casos ainda de legítima defensa da honra masculina.
A atuação do assistente social exige o reconhecimento da transversalidade das opressões, visando o enfrentamento de desigualdades que afetam de forma desproporcional determinados grupos sociais. Analise as afirmativas a seguir:
I. O assistente social deve atuar na desconstrução de estereótipos e preconceitos, garantindo que o atendimento institucional não reproduza o racismo, o sexismo ou a LGBTfobia.
II. O reconhecimento das nuanças de raça e gênero é fundamental para a efetivação do princípio da equidade, permitindo que a política social responda às necessidades específicas de grupos vulnerabilizados.
III. A diversidade sexual deve ser ignorada no exercício profissional para garantir a manutenção dos valores morais tradicionais da família, conforme prescrito na ética conservadora da profissão.
Está correto o que se afirma em:
I, II e III.
II apenas.
I e II apenas.
I apenas.
III apenas.
Em uma Universidade de Ensino Superior no Paraná, um grupo de estudantes ao recorrerem a Beatriz, assistente social da instituição, relatou incômodo com o número de casais homossexuais que no intervalo das aulas se acariciavam em público. Segundo o grupo de estudantes, o comportamento observado causava constrangimento público, retirando a liberdade de ir e vir da comunidade acadêmica. Considerada a situação hipotética apresentada, leia as afirmativas abaixo e identifique as que corretamente aponte para a demanda a ser respondida pela assistente social Beatriz.
I) O fim do preconceito como expressões da questão social, manifesta pelas relações sociais de sexo diversas.
II) A defesa do exercício da liberdade que no limite dado pelos direitos humanos, atua como viabilidade da livre expressão dos casais homossexuais, enquanto manifestação das relações sociais de sexo.
III) A construção da luta pelos direitos humanos na instituição, enquanto estratégia de defesa coletiva, portanto, não restrita a um determinado grupo de homossexuais e seus interesses individuais.
IV) O desenvolvimento de propostas de intervenção coletiva em busca de fortalecer a defesa intransigente dos direitos humanos, dos casais homossexuais e da diversidade de manifestação nas relações sociais de sexo.
É correto o que se afirmar em:
II e IV
I e III
II e III
I e IV
I e II