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A análise da prática profissional com famílias pode acontecer a partir de diferentes perspectivas, dentre elas estariam o percurso histórico da profissão, o seu papel na divisão sócio técnica do trabalho e de seus condicionamentos macroestruturais, da formação profissional e da responsabilidade dos assistentes no processo de apropriação do projeto ético-político da categoria.
MIOTO, Regina Célia Tamaso. Trabalho com Famílias: um desafio para os Assistentes Sociais. Textos & Contextos Revista Virtual. Nº 3, ano III, dez. 2004.
Sobre o trabalho com famílias, pode-se considerar que:
O projeto ético-político da profissão não consegue dar conta da realidade, mediante as inúmeras transformações, pelas quais vêm passando as famílias nos últimos anos.
A lógica para o trabalho com famílias pelo assistente social ocorre apenas nas situações de rompimento dos vínculos familiares.
O atendimento às famílias parte do pressuposto da desresponsabilização dos sujeitos.
A prática profissional com famílias ocorre nos diversos espaços ocupacionais do assistente social, tendo como base a autonomia do indivíduo, legitimado pelo Projeto Ético Político da Profissão.
O trabalho com as famílias não tem relação direta com o significado e o papel que estes se constituíram a partir da divisão sócio técnica do trabalho.