

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Em seu texto, no livro intitulado Familismo, direitos e cidadania: contradições da política social (2015), Solange Teixeira analisa a centralidade conferida às famílias, no desenho de políticas sociais em anos recentes e alerta para alguns de seus riscos para o trabalho social com famílias. Um desses riscos pode ser definido como:
A promoção de um trabalho social inovador, que ultrapassa a perspectiva normativa, disciplinadora e centrada nos papeis sociais tradicionalmente atribuídos a pais e mães.
A tendência ao provimento de suporte público às famílias vulneráveis, por meio de ações de cuidado e apoio, prestadas por organizações não governamentais.
A permanência de julgamentos das famílias pobres como incapazes, incompetentes para criar seus filhos, e responsáveis pelos problemas que seus membros enfrentam.
A oferta de uma rede de proteção social mista, com primazia da responsabilidade do Estado, na provisão de serviços e na regulação do setor privado.
A ruptura com o legado das políticas públicas anteriores, fortemente marcadas pela reprivatização do trato da questão social e desresponsabilização do Estado.