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Pereira e Lima (2009) apresentam os impactos da contrarreforma da educação superior nos governos Cardoso e Lula, sendo que no primeiro houve um profundo reordenamento interno das universidades públicas, através de duas ações centrais: a venda de “serviços educacionais” e a ênfase no ensino de graduação. Como desdobramentos destas duas ações centrais destacam-se, algumas características, EXCETO:
a identificação da educação superior como uma atividade pública estatal, portanto, um serviço prestado por IES públicas e privadas.
a oferta de cursos pagos, especialmente cursos de pós-graduação lato sensu.
o estabelecimento de parcerias entre as universidades públicas e as empresas para realização de consultorias e assessorias viabilizadas através das fundações de direito privado.
a concepção de política de extensão universitária como venda de cursos de curta duração.
a criação de mestrados profissionalizantes em parceria com empresas públicas e privadas, considerados cursos autofinanciáveis, isto é, cursos pagos, entre outros mecanismos internos de privatização analisados por vários pesquisadores.