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Mioto (2004) realiza uma análise crítica sobre a intervenção do Assistente Social com famílias. Conforme a indicação da autora, podemos inferir que:
em uma prática com família é indicado ao Assistente Social a retirada do foco da discussão da família no contexto de uma sociedade desigual e excludente, fortalece-se, direta ou indiretamente, uma visão da família como produtora de patologia e busca-se a “pacificação artificial” das famílias
o Assistente Social, em seu exercício profissional com famílias não se movimenta mais através de processos pautados nos padrões de normatividade e estabilidade
apesar de sua longa tradição no trato com famílias e do aprofundamento da discussão teórico-metodológica e ético-política, ocorrida no Serviço Social nas últimas décadas, a ação dos assistentes sociais, continua sendo considerada muito aquém das exigências que lhes estão sendo colocadas
as ações dos Assistentes Sociais não seriam mais movidas por lógicas muito mais arcaicas e enraizadas culturalmente, tanto no seu universo afetivo como institucional, do que pela lógica da racionalidade dada pelo arcabouço teórico-metodológico da profissão pós-reconceituação