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Para Netto (2001), a análise da profissão como mera continuidade das formas filantrópicas e assistenciais, desenvolvidas desde sua emergência no Brasil, se apresenta ineficiente por ser uma visão mecanicista e linear da realidade, pois a relação de continuidade não é única, tampouco exclusiva, visto que
o Serviço Social brasileiro, desde sua emergência na década de 1930, rompeu com a doutrina social da igreja católica, assumindo um caráter de laicidade e criticidade frente às expressões da questão social.
a relação de continuidade com a filantropia e o assistencialismo no interior da profissão ocorreu somente durante a vigência do Código de Ética de 1947.
o Serviço Social brasileiro recusou, em sua emergência, bases doutrinárias e filantrópicas, diferente da realidade da profissão em outros países.
a relação de continuidade com as formas filantrópicas e assistenciais coexiste com uma relação de ruptura, a qual se estabelece determinante para a constituição do Serviço Social como profissão.